13 janeiro 2012

Para acabar com a tirania plutocrática

4 comentários:

Pedro Botelho disse...

Óptimo clip para ajudar a perceber o papel do dinheiro criado por fiat e das reservas fraccionais na sua continuação disfarçada, mas péssimo para se vislumbrar a solução do problema que só pode advir da readopção de moeda com valor intrínseco, i.e. do regresso ao ouro e metais preciosos, ou pelo menos ao padrão monetário rigoroso do ouro. E o título do post aponta o mesmo equívoco. Dada a falta de tempo, deixo dois nomes para pesquisa rápida: Murray Rothbard, Doug Casey.

Pedro Botelho disse...

Um bom resumo da questão aqui, sendo que o problema a que quase todos se furtam por sistema reside no facto singelo de existir desde sempre um mercado da moeda. Da substância-moeda, entenda-se.

Fernando Vasconcelos disse...

Excelente! A pergunta final é realmente relevante. Porque razão ninguém fala disto nem que fosse para desmentir este raciocínio ... Quanto à observação do Pedro parece-me que ela é complementar e endereça a questão da "quantidade certa" de moeda ...

Pedro Botelho disse...

Fernando Vasconcelos, não tanto a quantidade, mas a natureza da coisa em si, o padrão de valor mercantil tão imutável e universal quanto possível. Como a antiga régua de platina iridiada, em vez da borracha, plasticina ou golpe de vista da autoridade métrica (mutatis mutandis, o clip opta pela última modalidade), para fixar o metro-padrão. Claro que hoje em dia esse metro-padrão é definido de forma mais rigorosa a partir da luz no vácuo e do período de uma determinada radiação atómica, mas ainda não se descobriu em que céu se podem encontrar os «preços justos» mercantis de S. Tomás de Aquino. Desconfia-se que em nenhum, de modo que, à falta de regra de ouro, nada como o ouro.