21 janeiro 2012

Os novos Ferenc Szálasi, Tisos e Pavelić's


Voltou a funcionar, lirismos à parte, a doutrina da soberania limitada que deu rédea solta ao "panzer bolchevismo" a que se referiu Ota Šik nos anos de chumbo do intervencionismo do Pacto de Varsóvia. Funciona, também, em todo o esplendor a política dos Estados vassalos, como queria o tio Adolfo e era regra nesse conglomerado de parceiros e subalternos que se chamava de Pacto Antikomintern. Agora já não há divisões blindadas nem comandos à Skorzeny. Agora, de Berlim, demitem-se chefes de governo e indicam-se os novos, sem eleições, sem preceitos constitucionais, sem nada.
Hoje apareceu na pantalha da RTP Informação um fulano Ferreira Santos ou Alves Ferreira - por que razão têm todos nomes que não são nomes ? - que após copiosa demonstração de universitarite desmiolada (cheia de imprecisões e dolorosas biqueiradas na mais chã informação liceal) afirmou que a Hungria era objecto de grande preocupação. Sim, a Hungria elegeu o Primeiro-Ministro que tem, mas a Itália - que tem lá o tal Bilderberg que ninguém escolheu - foi elogiadíssima pelo governador que Berlim para lá enviou.
Estão, tudo o indica, a preparar um qualquer Ferenc Szálasi para fazer o arranjo e oferecer a imagem de legalidade. Assim era em 1944, assim foi em 1956, agora é em 2011.

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