07 janeiro 2012

O "Catalinário" do calinário parlamentar

Rui Paulo Figueiredo, deputado em cuja biografia se inscreve o  trívio-básico da licenciatura em Direito - beca necessária aos Calisto Elói da logorreia parlamentar - afirmou hoje na pantalha não querer fazer "catalinárias" contra Alexandre Soares da Costa.

Estes senhores parlamentares, com a humildade que os caracteriza, bem podiam pedir a uma daquelas velhas e boas professoras de português, infelizmente reformadas, que os ajudassem a manipular o prontuário e, se possível, os auxiliassem misericordiosamente no manejo do velho dicionário da Lello. Esta nota necrológica é, também, a expressão vaga do derrotismo e desencanto que por aí vai pela política, pelos políticos e pelas instituições que cavaram a nossa sorte colectiva. Como podem homens que não lêem, não sabem nem jamais fizeram o menor esforço em saber, ter a jactância (o topete) de nos exigirem o kao-taw ?

2 comentários:

António Bettencourt disse...

Se souberem comer de faca e garfo já não é mau.

Carlos Velasco disse...

Caro Miguel,

O Doutor Rui foi mal interpretado. Ele não se referia ao discurso de Cícero contra Catilina, mas ao discurso deste contra a Catalina, material totalmente desconhecido pelos profanos. Sabe, essa gente tem acesso a documentos secretos, tal e qual as partituras dos concertos para quarteto de cordas do Chopin, os planos do arquitecto do templo de Salomão e os mistérios dos templários.

Um abraço.