02 dezembro 2011

Os estripadores de Lisboa



E os estripadores de bancos, de universidades, de empresas públicas, de câmaras municipais, mais os estranguladores económicos, os lenocidas culturais, os carteiristas do erário público, os bolinadores de cargos públicos, os trombadinhas das redes partidocráticas ? E os crimes continuados contra a nação, o bem-comum, contra o Estado, o património histórico ? Nada disso interessa à Judiciária, às comissões parlamentares, às altas autoridades, aos observatórios ?

01 dezembro 2011

O "nós" que quer dizer "somos livres"

A república do Prakistamos


Mário Soares disse ontem na TVI que acabámos de viver anos grandiosos de abastança, felicidade, criatividade artística e científica e reconhecimento internacional. Não fosse o trágico da situação em que nos encontramos - nunca tantos portugueses se viram forçados a fugir, literalmente, do país; nunca tantos sofreram processo semelhante de empobrecimento; nunca o nome de Portugal se viu tão diminuído e ridicularizado, chegando a hora de nos colocarmos às mãos de um triunvirato de estrangeiros - e as palavras alucinadas do velho prestidigitador apenas encontrariam desdém, indiferença e pasmo.
A verdade é que, antes, o país tinha passado, presente e futuro. Hoje, o presente é de chumbo, o passado perdeu ponto de aplicação e o futuro está barrado. Honestamente, não creio que Passos Coelho consiga ultrapassar a tormenta. O problema não é tanto de natureza financeira, mas de regime, de elite e atitude. Nunca em momento algum do passado fomos tão mal governados e comandados, nunca como hoje a acção governativa se viu tão reduzida e tão vazios os corações.
No passado, em momentos de depressão, ainda havia um Sá da Bandeira, um Herculano ou um Garrett - todos "homens de esquerda", para acentuar o reservado do diagnóstico - e o país possuía uma reserva de gente disposta a sacrifícios.
Os "anos dourados" a que aludia Soares mataram a elite, encanalharam o povo, mataram o patriotismo sem o qual a existência colectiva perde sentido. Como sempre, os processos longos da história não são apercebidos. Esperámos 100 anos (ou 37, pouco importa) e o veredicto caiu implacável sobre as cabeças de duas ou três gerações que nos torturaram ao limite com mentiras e crenças que, saltava à vista, eram piedosas mentiras ou manifestas provas de ódio a Portugal. Ora, um país não pode ser governando por quem o odeia.
Solução ? Só uma. A monarquia. Só essa ruptura permitiria reencontrar o elo perdido e devolver aos portugueses a honra de o serem. Sem ela, não há futuro. É tempo de lutar pela nossa descolonização.

30 novembro 2011

A "questão do carro"

Mota Soares trocou a lambreta pelo espada. Quem critica ? Quem se enche de zelos pinamaniqueiros ? Quem se eriça, brada e acusa ? Ora, Mota Soares não precisa do Estado para ter um carro daqueles. A família onde nasceu mecanizou-se no início do século XX e, mais Mercedes, menos Audi, não é por um carro que se vai esganiçar. Quem se exalta com um monte de lata montada sobre quatro pneus é gente outra; gentuça que se julga ter feito gente pelas artes do trepadorismo que fez do regime uma escola de vícios e privilégios imerecidos.

Se eu fosse Mota Soares não queria a carripana para nada. Um exemplo ? Sem dúvida, sobretudo para os ex-pés-rapados que se julgam gente quando transportados em carroças "topo de gama".

28 novembro 2011

Fados

Xaile encarnado, Agora que nada somos, Contigo fica o engano, Fado da mentira

27 novembro 2011

No dia 7, na Biblioteca Nacional: convite


É já no próximo dia 7 de Dezembro, pelas 18 horas - com danças e comidas tailandesas - que terá lugar o acto público por ocasião da inauguração da exposição Das Partes do Sião, momento alto em Lisboa das celebrações dos 500 anos de relações entre Portugal e a Tailândia. Ocasião única para seguir a trajectória das relações entre os dois países nos mais de cem documentos expostos - das cartas de Albuquerque ao Atlas de Fernão Vaz Dourado, dos tratados e convenções à literatura e à fotografia - para a exposição foi concebido catálogo ilustrado com 130 páginas, precedido por estudos.
Comissariada pelo Professor António Vasconcelos de Saldanha, coadjuvado por mim, Das Partes do Sião nasce da reunião de esforços entre a Biblioteca Nacional de Portugal e o Instituto do Oriente da Universidade Técnica de Lisboa, merecendo precioso apoio do MNE e de relevantes instituições (Sociedade de Geografia, Arquivo Histórico Ultramarino, Torre do Tombo, Brotéria, Biblioteca da Ajuda, Biblioteca Nacional de França, Arquivo de Macau, Arquivo Histórico do MNE). A vida faz-se caminhando. Não parar, nunca.
Estão, pois, os leitores e amigos deste blogue convidados para o evento.