24 setembro 2011

A crescente loucura oriental de um César nos Cárpatos



Um país invadido pelos soviéticos, um governo fantoche e um partido sem qualquer expressão. De súbito, da burocracia iletrada do partido, um casal sai da penumbra; gente sem passado, sem profissão, produto da máquina do seguidismo e do ideologismo cegos. Nicolai conquistou o coração dos servos, conquistou as ruas e muitos pensaram que era, como tantos heróis do passado,o governante justo, o servidor do povo e o patriota que restauraria a grandeza dos Dácios. Depois, a crescente loucura, o autismo, o véu da propaganda e uma quase naturalidade na entrega a funções que pouco se distinguiriam das de um césar. O fascínio pelo Oriente, pelos rituais e coreografias. Um documentário assombroso que importa ver da primeira à última imagem.

Berlim fala aos europeus

Angela Merkel falou hoje pela Europa. Disse que a Grécia ainda não está perdida - isto é, perdida para a Europa, tal como a Alemanha a interpreta - e que a Turquia não vai entrar na União por nada deste mundo. A Alemanha está em franca ascensão. Tudo depende do dinheiro alemão, da vontade alemã, da opinião alemã. A Grécia fica, pronto. A Turquia não entra, conversa acabada. Ao menos a Alemanha retém alguns traços daquele SIM e NÃO que dela fizeram em tempos a grande potência. Amanhã, já ninguém falará na expulsão da Grécia nem na adesão dos turcos. Mais germanistas que os federalistas não há. Berlim fala, eles genuflectem. Amen !


Im Schutzenhause ist Blasmusik

21 setembro 2011

Jardim cabeça-de-turco e os seus 0,3% de culpa



A moda pegou. O homem é insuportável, mais o seu casca-grossismo, os repentes de loucura inofensiva, a verborreia de quem está no regime mas cobre o regime de impropérios, que se diz independentista mas tem momentos do mais alto patriotismo, que se agarrou ao poder como ficção dirigente mas nunca roubou, que nunca deixou em paz o governo da "república", nem se submeteu a qualquer dos efémeros líderes do seu partido no continente, mas ganhou sempre, folgadamente pelas regras dessa democracia que só aceitam muitos democratas conquanto os outros pensem como eles.


Esta campanha de intoxicação anti-Jardim em véspera de eleições tresanda a arranjo e conspirata que tem a marca daquela curibeca que Jardim tem o supino atrevimento de chamar pelo nome.


Portugal brincou durante décadas. A dívida estratosférica é de 278 mil milhões de Euros - 278 biliões - e dessa vergonha a que se entregaram governos cor-de-rosa e governos laranjas, Jardim carrega uns 1000 milhões de culpa, ou seja, 0,3%. Um pecadilho. Como é prática de quem tanto o ataca, há que encontrar um culpado, se possível um Manuelinho de Évora porque eles, os senhores que nos trouxeram a este aperto pouco menor que o de Alcácer-Quibir, não assumem qualquer culpa e insistem em impor-se como tábuas de salvação do desastre em que nos precipitaram.