16 setembro 2011

Mistérios insondáveis


Onde está Medina Carreira ? Um dos muitos mistérios da vida política portuguesa ou apenas mais um episódio na longa galeria de desaparecidos ? Quem desafia as forças que dominam, desaparece, simplesmente, da vista do nobre povo imortal. Portugal, neste particular, pouco fica a dever à Bielorússia. O poder detesta a contestação, mas vive permanentemente aterrorizado com a possibilidade da dissidência. O dissidente esteve dentro e saiu, sabe demais, é perigoso e deve desaparecer.

Sempre houve uma guerra do Afeganistão


The Drum, 1937

15 setembro 2011

Quando a deserção não trazia panache


The Four Feathers 1939, um must do romantismo das armas.

11 setembro 2011

Onde fica a guerra ?

Dez anos após os ataques terroristas a Nova Iorque e Washington, permanece a sensação de uma guerra inconclusa. Não houve declaração de guerra, dado os actores pertencerem a distintas categorias, não se podendo accionar os mecanismos que o Direito Internacional contempla. A guerra está lá, mas não tem fronteiras, nem frente, nem retaguarda, nem distinção entre civis e militares, nem cartas e convenções. Houve um ataque, morreram três mil pessoas e por mais que os entusiastas das conspirações dêem largas à imaginação - algumas teorias são convincentes - a verdade é que os EUA foram atacados. Se ninguém duvida que o alvo era o Ocidente e tudo o que representa, a resposta dada a tal ataque surge tão confusa que se transformou numa segunda derrota.
Os talibãs foram derrotados? A Al-Qaeda desapareceu? O Irão foi neutralizado? Não. O Ocidente, sabendo de onde o perigo vinha, atacou o Iraque. Recentemente atacou a Líbia, onde em breve surgirá um governo jihadista e agora prepara-se para atacar a Síria, onde florescerá uma teocracia. A lição que podemos tirar - se é que a história pode dar lições - é que a América não possuiu o conhecimento, a serenidade e a experiência para lidar com coisas que ultrapassem a sua visão infantil do mundo. As más lições dão maus resultados. Agora, até a França anda a brincar às guerras.

Uma grande lição de política



Num tempo de crepúsculo, se já não há grandes homens públicos, eis que duas mulheres salvam a honra que resta ao debate político. Não interessa a que facção pertencem; interessa o tom, a forma e a dignidade. Para fazer corar de vergonha os nossos pobres parlamentares. Foi ontem, na tv francesa.

Tolos à solta

Dizem os críticos do governo: os resultados referentes ao segundo trimestre deste ano são desoladores e os do terceiro ainda piores. É sabido que o país tem sido governado ao longo das últimas décadas por caprichos e conveniências, ora para satisfazer amigos, ora para agradar à plebe que considera que qualquer medida governativa que não lhe atire pão e circo é uma "má política". Foi com políticas "sociais" - um eufemismo para dissipação - que o país faliu. Se a plebe é como as crianças, que devem ser vistas e não ouvidas, os bota-abaixo devem ser permanentemente chamados por aquilo que são: criminosos irresponsáveis. Há quem exija um "novo vinte e tantos da Silva". Seria, simplesmente, a morte do doente.