12 agosto 2011

O fim de um mito

O fim do mito dos cameleiros-sages. Um livro polémico que mobiliza invulgar massa erudita para desmontar as mentiras com que o Iluminismo se armou para fazer o combate anti-católico, transformando a Idade Média numa sepultura do espírito e transferindo para a "civilização árabe" méritos jamais comprovados. Ouvir aqui Guy Rachet.

11 agosto 2011

Que venga el Santana



Uma boa notícia. Pedro Santana Lopes parece que vai ser Provedor da Santa Casa. É justo. Por mais mal que dele se diga - eterna consolação dos doentes de espírito, os despeitados - Santana Lopes é atípico no cenário político nativo. Não é carreirista nem lhe caem os parentes na lama: já foi presidente de tudo o que podia ser e querer e aceita os cargos com humildade, sendo tão dedicado aos postos, sejam estes o de Secretário de Estado da Cultura, Primeiro-Ministro ou simples vereador da CML (depois de ter sido Presidente da Câmara). Tenho uma amiga figueirense que se lembra de ver PSL em todas as aldeias e lugarejos falando com os moradores, questionando-os sobre a torneira que faltava, a ligação à luz da rede camarária, recebendo doentes e idosos com a mesma lhaneza com que recebia ministros e empresários.

A generalidade das figuras públicas portuguesas são macambúzias, afectadas, distantes, secas e tolas. PSL não faz o número: é aberto, afectivo, não diz mal nem se enrola com lóbis, lóbinhos e lóbizecos, é bem educado - coisa rara num país que se tornou rasca e cruel - e gosta da vida. Estamos fartos de ser [mal] governados por gente insignificante, má, mesquinha e venenosa. PSL não sofre da doença do cinismo e do fado e ficou sempre com aquela pontinha de ingenuidade que garante a decência. Lembro-me da cilada canalha que um certo presidente, homem mediocríssimo, lhe montou; lembro-me do argumento das "trapalhadas" com que o despediram de forma imunda; lembro-me da guerra sem quartel que o PSD dos cambalachos fez ao PPD do coração. Por tudo isso, e porque PSL parece ser o único cristão da área política que ocupa, o lugar é merecido.

09 agosto 2011

Cobardia e irresponsabilidade criminosa


Londres está em chamas. O velho mundo morreu, mas há quem pense que não é nada, que amanhã tudo voltará à pacata normalidade do consumo, das ruas varridas e lavadas cada madrugada, que os negócios retomarão, que os stands de automóveis, as floristas, os cabeleireiros, os restaurantes, as livrarias e lojas hi-fi triunfarão sobre o caos, a barbárie, os incendiários e os vândalos que, antes de o serem, já eram as "criminal classes", coqueluches de tanta subcultura gabada, exaltada, imposta como moda por sociólogos, "antropólogos urbanos"e cobertas por linhas de subsidiação de uma certa social-democracia a fundo-perdido.

Alimentaram um monstro, gabaram-lhe os graffitis, a visão do mundo do "jovem" de fato de treino e sapatilhas de 300€ engordados pelo "rendimento mínimo garantido". Riram-se da velha, casmurra burguesia dos Tory, do emprego fixo das nove às cinco, do civismo, do respeito devido às autoridades - à polícia, aos tribunais, aos professores, aos idosos - e substituíram essas antiqualhas por uma miudagem analfabeta, possessiva, tirânica, despesista, sem ocupação certa, vivendo de expedientes. Fizeram crer que a boring life não mais era compatível com o "mundo globalizado", que a cultura do protesto e os esquemas alternativos eram a resposta para a integração. Fizeram-nos, até, crer que tudo era permitido, que não há uma lei mas vários códigos em coexistência, que tudo é relativo e contingente e que cada um segundo os seus interesses faria a sociedade democrática. Tudo isso está a morrer e soa a trágica desforra moral para os conservadores, os "botas-de-elástico", os "imobilistas" e "reaccionários".

Não se trata de uma revolução mas de um colapso. Não é, também, uma simples revoada de distúrbios. Após meio século de desagregação, pedra a pedra, miligrama a miligrama, de tudo o que fizera a Europa desejada e invejada, estamos no fim de um sendeiro que leva ao precipício. Acabou. O multiculturalismo e as suas fantasias mostrou como era frágil a ilusão de pagar para calar, pagar para fingir que nada estava a acontecer. Foi o medo, o complexo de não estar á la page, a tirania do politicamente correcto, o acocorar-se perante o "Outro" - mesmo que o Outro não passe de um selvagem - a infame rendição perante o obscurantismo religioso que nos quer trucidar, os esquemas "compreensivos" e o pagar de supostas facturas históricas morais que tornaram isto possível. Claro que tudo o que tentasse trazer as pessoas à razão era liminarmente considerado "xenófobo". O importante era reinventar isto e aquilo: reinventar o civismo, "reinventar" a sociedade, desmantelando tudo o que era: o Estado, a Escola, a Lei e a Ordem. Agora, o que fazer ?

Sei qual vai ser a resposta. Só não vê quem não quer. É uma fatalidade, tão irresistível e tão clara como um um exercício de lógica.

07 agosto 2011

Little Blitz over London: Londinistão ou Londres-Soweto ?


Os defensores das sociedades pós-isto e pós-aquilo deverão estar inebriados com os resultados de tanto experimentalismo. Ontem morreu, definitivamente, a tonta ilusão dos multi-isto e multi-aquilo. O Reino Unido terá de actuar em emergência, para bem do que resta daquela sociedade que foi o mais firme baluarte da liberdade e é, ainda hoje, mau grado a maré de lama que varre o mundo, uma referência. Para bem do Reino Unido, para nosso bem. Se assim não for, a Europa não vai cair na anarquia nem no islamismo. Vai pedir, tenham a certeza, aquilo que muitos temem: FASCISMO !