02 julho 2011

Grande triunfo do Rei


Jogo limpo, urnas invioláveis a chapeladas, debate livre, participação de 70% do eleitorado e um resultado arrasador de apoio ao Rei: 95,98%. Uma vez mais, para confirmar a regra, a demonstração da superioridade moral, institucional e técnica da monarquia sobre as chamadas repúblicas que, por não serem monárquicas, jamais serão [repúblicas]. No caos das chamadas "revoluções democráticas" do mundo árabe ou arabizado, duas monarquias marcam a diferença: a Jordânia e Marrocos. Como sempre, o Rei, sempre-sempre ao lado do povo, sem aproveitamento, sem ajustes de contas e sem sangue. Uma jornada de afirmação da liberdade e de unidade nacional que faz inveja aos mais sólidos baluartes da democracia.

Poeta: Brasil - Ministro da Educação que ensina ignorância

01 julho 2011

Eça de Queirós e Kadhafi



"Eu sou civilizado, tu és bárbaro: logo, dá cá primeiramente o teu ouro e depois trabalha para mim. (...) Tu não tens canhões, nem couraçados; logo, és bárbaro. (...) Este tem sido o verdadeiro Direito Internacional desde Ramsés e o velho Egipto. Que digo eu ? Desde Caim e Abel".

Eça de Queirós, Ecos de Paris , Porto, Lello, 1945.



Na Líbia, com impudícia, o poder nu - não completamente nu, mas indecentemente trajando a curta e quase pornográfica lycra da democracia - vai de parada em parada exigindo mais e mais. É como a guerra franco-siamesa de 1893, que Eça com soberba ironia acompanhou. Em nome de coisas sagradas bombardeia-se para roubar. Lembra-nos o famoso caso diplomático franco-português a respeito da apreensão na costa de Moçambique pelas autoridades portuguesas do navio negreiro Charles et Georges. Paris respondeu violentamente e eriçou-se de pudores, afirmando que os negros que a bordo seguiam de mãos atadas atrás das costas estavam nesses preparos de livre vontade. Vejo aquela gentuça arrebanhada por britânicos e franceses, aqueles ministros feitos num vão-de-escada e sinto vergonha. Ainda se fosse um imperialismo à antiga, com pundonor, cargas heróicas, bandeiras desfraldadas. Mas não, é coisa rasca, de bufarinheiros e negociatas tão caprichosas como as areias do deserto.

30 junho 2011

O Oriente na Biblioteca Nacional


Pedro Dias acaba de ser nomeado Director-Geral da Biblioteca Nacional de Portugal. Boa notícia para a instituição, tratando-se de homem de cultura e distinto académico; melhores notícias ainda para quantos, aficionados pelas coisas do Oriente português, vêem chegar a esse lugar estratégico uma grande autoridade científica com vasta obra publicada sobre o património artístico e monumental português ultramarino.

29 junho 2011

"O Samora está quase a cair"

A minha bisavó, logo a partir ao 25 de Junho de 1975 - não o dia da independência de Moçambique, mas da entrega de Moçambique à FRELIMO - passou a dizer-me do Samora: “está quase a cair”. Passaram anos, longos e penosos até que caiu mesmo, aos trambolhões das núvens. A velha senhora ficou entre nós até aos noventa e muitos e não se deixou levar pela Parca enquanto não comesse a doce cereja da sua inofensiva revanche. Hoje passou-se o mesmo com certa figura. A nora a que aludia D. Francisco Manuel de Melo é assim: quando um dos alcatruzes está por terra, o contrapeso está no cimo e vice versa. Só os patetas de tal não se apercebem !

27 junho 2011

I nuovi mostri: não há um TPI para macro-parasitas ?





A horrenda criatura Soros vem sugerir a expulsão da Grécia [e Portugal + Espanha] da zona Euro, mas considerada que o mal é o Euro. O refinado patife tem estado envolvido em todos os jogos manipulatórios da alta intriga financeira internacional e foi o principal coveiro das economias emergentes quando, em finais da década de 90, lançou o alarme que levou à ruptura financeira e subsequente desastre económico na Tailândia. Gente desta é um perigo à solta - inimigos do género humano - mesmo que se expandam em filatropismos e façam em cada passo profissão de fé na liberdade, na democracia e nos direitos humanos, coisas que de tão prostituídas se transformaram em insultos. As teorias da conspiração, sempre o acreditei, são coisa para fracos de espírito, mas Soros faz um enorme favor a todos quantos insistem existirem poderes infatigavelmente activos no conluio para o desastre das sociedades que lhes resistam. Estes são piores que os comunistas e os nazis juntos. Estes são os inimigos da propriedade, da iniciativa privada, da livre empresa, do trabalho, do lucro honesto, do investimento produtivo. É a plutocracia !