05 dezembro 2011

Das Partes do Sião, quarta-feira, 7 de Dezembro, na Biblioteca Nacional


É já na quarta-feira, pelas 18 horas que abre ao público na Biblioteca Nacional de Portugal às 18 horas a exposição Das Partes do Sião, comemorando os 500 anos de relações entre Portugal e a Tailândia. Organizada pela Secretaria de Estado da Cultura /Biblioteca Nacional e pelo Instituto do Oriente, a exposição é servida por uma catálogo de 130 páginas que permite ao leitor percorrer o longo caminho das relações entre portugueses e thais nos diversos testemunhos dessa relação única nos anais da história das relações internacionais. Tratados, cartas de Albuquerque e dos Vice-Reis da Índia, cartografia, plantas de Ayutthaya, cartas e crónicas de missionários, fotografias, litografias e retratos dos mais representativos protagonistas da história luso-siamesa, reunindo peças da Biblioteca Nacional de França, Missões Estrangeiras de Paris, Biblioteca da Missão Jesuíta de Portugal, da Torre do Tombo, do Arquivo Histórico Ultramarino, da Biblioteca Nacional de Portugal, da Sociedade de Geografia e de colecções particulares; eis o resultado de meses de infatigável trabalho realizado pelo Professor António Vasconcelos de Saldanha e por mim, que não deixou de receber o apoio do MNE.

Não se trata apenas de um catálogo, mas de uma antologia de textos relevantes dessas relações, com notas biográficas e de contextualização, instrumento que passa a ser de referência para estudiosos e para curiosos. Passar das anedotas e das curiosidades a uma visão integradora, sem deixar de apontar os mais representativos textos da historiografia portuguesa, do século XIX à actualidade.

O livro de apoio pretende, também, abrir novas linhas de investigação, dando especial ênfase à acção continuada da minoria católica luso-thai, do bandel de Ayutthaya aos bairros católicos de Bangkok, revelando fotos inéditas de Joaquim António e Francisco Chit, portugueses que fizeram da arte da fotografia um dos mais preciosos testemunhos do Sião da segunda metade do século XIX.

Igualmente, o percurso extraordinário de portugueses de Macau que se instalaram no Sião no segundo quartel de Oitocentos e cujos filhos alcançaram lugares de grande influência na administração e no Estado durante os reinados de Rama III, Rama IV, Rama V e Rama VI.

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