20 novembro 2011

Uma quase libertação


Acabou a desgovernação do PSOE. Pela segunda vez em três décadas, os socialistas abandonam a Moncloa com a Espanha à beira da bancarrota, 23% de desempregados, a maior inflação da zona Euro. Zapatero foi uma praga e conseguiu a proeza de ultrapassar o desastre de Gonzalez. À corrupção do antigo líder somou uma persistente, teimosa e quase suicida tentação de semear o caos e ressuscitar velhos ódios. É evidente que este governo do PSOE tinha por objectivo inconfessável a diminuição da instituição monárquica. A rua - esse grande teatro das multidões - disse-lhe que não. Não querendo assumir as responsabilidades, Zapatero desapareceu.
Ganhou o PP. Sabe-se que o PP é pouco mais que nada: burguesia desmiolada e iletrada com tiques de conservadorismo fanado, a defesa da propriedade, a prioridade para a economia e é tudo. A Espanha invertebrada a que aludia Ortega está lá toda. Contudo, antes um governo de homens de negócios que um grupo de lunáticos; antes o livro da mercearia que a cartilha ideológica. Bárbaros por bárbaros, é preferível o jugo dos señoritos.

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