24 novembro 2011

Um gostinho de PREC

Piquetes dando caça aos "amarelos", cocktails molotov arremessados contra repartições públicas, não acatamento dos serviços mínimos, três práticas associadas aos profissionais do sindicalismo e do protesto, lembrando o mito soreliano da greve geral que fez história no chamado "sindicalismo revolucionário".

Um gostinho de PREC - o poder da rua - que faz tábua-rasa dos resultados eleitorais, demonstrando que para essa gente a legitimidade das urnas não existe e que se mantém intocado o desdém pela democracia. No fundo, esta "greve geral" é a greve dos insustentáveis privilégios de uma certa "consciência europeia" que persiste. Quem faz greve ? Os não-produtivos, o emprego e não o trabalho, o Estado e não as empresas que lhes pagam mordomias incompatíveis com a aldeia global dos direitos de que se dizem defensores.

O primeiro PREC deixou exangue o doente, um doente que crescia 10% ao ano. Um segundo PREC seria a morte certa.

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