30 novembro 2011

A "questão do carro"

Mota Soares trocou a lambreta pelo espada. Quem critica ? Quem se enche de zelos pinamaniqueiros ? Quem se eriça, brada e acusa ? Ora, Mota Soares não precisa do Estado para ter um carro daqueles. A família onde nasceu mecanizou-se no início do século XX e, mais Mercedes, menos Audi, não é por um carro que se vai esganiçar. Quem se exalta com um monte de lata montada sobre quatro pneus é gente outra; gentuça que se julga ter feito gente pelas artes do trepadorismo que fez do regime uma escola de vícios e privilégios imerecidos.

Se eu fosse Mota Soares não queria a carripana para nada. Um exemplo ? Sem dúvida, sobretudo para os ex-pés-rapados que se julgam gente quando transportados em carroças "topo de gama".

4 comentários:

O sofrologista católico disse...

Existem duas formas de destruir a misericórdia: eliminando o pecado e eliminando o perdão. Estas são precisamente as duas atitudes mais comuns nos dias que correm. Numa enorme quantidade de situações não se vê nada de mal. Naquelas em que se vê, não há desculpa possível. As acções do próximo ou são indiferentes ou intoleráveis. O que nunca são é censuradas e perdoadas. O que nunca se faz é combinar o repúdio do pecado com a compaixão pelo pecador.

Nuno Castelo-Branco disse...

"Para baixo" de ministro, fim ao "carrismo oficial". Receita simples e infalível-

Bic Laranja disse...

A central de compras que renegoceie tão lastimoso contrato e livramo-nos logo da sarna. A começar pelo ministro da secular família motorizada.
Cumpts.

José disse...

Se a família de Mota Soares é motorizada ou não desde o começo do século XX, não interessa. Aquele, com esta história, demonstrou uma tremenda falta de senso comum e uma terrível inépcia política. Brada como se deixou enrodilhar nesta história, bem urdida por terceiros, que o deixam com abaladíssima imagem pública.