25 novembro 2011

Ouvindo Pacheco Pereira na Quadratura do Círculo, diria que "uma vez comunista, comunista para toda a vida". Para agradar aos dois profissionais do protesto, o Silva e o Proença - cada vez mais rotundos, cada vez mais patéticos lembrando o imenso vazio dessa coisa em que se transformou o sindicalismo - ali debitou em meia dúzia de minutos os tropos da mais retinta retórica anti-constitucional, não deixando de fazer os rapapés ao PC, deixar os saguates aos "camponeses alentejanos" e até genuflectir perante o mito (anti-democrático) da "indignação" daqueles que se encontram "à margem dos partidos". Terminou com um ataque ao Primeiro-Ministro. Perante coisas destas, só posso dar razão retrospectiva aos Basílios Teles e aos Joões Franco.
Isto não sai, decididamente, do pântano do bota-abaixo, das micro-invejas, das "pequenas vaidades irritadas e irritantes" (Camilo) de uma certa gente formada na escola do agit prop e do descarrilamento de comboios. A geração de Pacheco não presta, comprovadamente.

1 comentário:

João Amorim disse...

Claro, caro Miguel, não presta porque ela é um ensopado de complexados, a que chamam Democratas, que julga ser caviar.