12 outubro 2011

Andam por aí a devastar o que resta das pequenas empresas

As coisas estão pela hora da morte. Começou a ditadura financeira. As ordens de comando: "atirem a matar sobre as pequenas empresas", "esbulhem até à medula", "não discutam, não negoceiem, fechem as portas e lacrem as fechaduras". Estamos assim. Foram 40 anos de corrupção sistémica, despesismo sem freio e engorda irracional do Estado dos partidos e das capelinhas. Agora que o futuro se fechou, o mesmo regime que permitiu a demolição do tecido produtivo, que extinguiu a agricultura, matou as pescas, demoliu as fábricas, vira-se para o que resta: as micro e pequenas empresas, as que dão emprego e quase não geram receitas.
O governo que comece a pensar em políticas económicas e não viva na ilusão de ordenhar as vacas magras que sobreviveram a sucessivos desastres. Portugal já teve um ditador das finanças; agora contenta-se com assaltos com mandato, visitas inopinadas a quem faz malabarismos para manter o mínimo da actividade das suas já vacilantes empresas. Antes, invocava-se o bem-comum; hoje, os actos de pirataria não justificam, não dão satisfações. Eles querem o dinheiro - todo o dinheiro - mas não tocam - não tocaram até ao momento - num cabelo que fosse do aparelho de chupismo que é, ainda, a única obra bem-sucedida do regime.

1 comentário:

Kruzes Kanhoto disse...

O fim da maioria das pequenas empresas está próximo. 2013 o mais tardar. E a sentença de morte foi dada quinta-feira.