03 setembro 2011

Tempos de luta

Uma foto com muitos anos. Eu - ainda no curso Geral de Milicianos - e o meu irmão Nuno na Galeria Camilo-Eça. Pelas minhas contas, há mais de mil anos. Por essa altura, ainda acreditávamos que valia a pena fazer política limpa, com imenso sacrifício, trabalho e honestidade. Eram os tempos da Nova Monarquia, tão atacada por todos por ser demasiado militante, "excessivamente patriótica" e não vendável aos fulanos que estão em todas à espera de um lugar. Sem um Escudo, reunimos centos de jovens e fizemos mais pelo ideal monárquico que gerações de peralvilhos de salão. Entre 1983 e 1989, as ruas da capital foram nossas. Até o CDS nos veio bater à porta para lhes fazermos uma campanha em grande. Depois, veio o tempo dos "outros", aqueles que nunca fizeram, os sem passado. Dizem que foi a nossa perdição. Em Portugal, não se deve ser dizer o que se pensa. Tudo águas mornas, tudo meios-termos, de preferência tudo o que leve a parte alguma. Triste sina, a nossa.

6 comentários:

Bababobo Daeng disse...

Très belle photo, liée à des souvenirs certainement encore plus beaux… Mille ans c’est très peu… Rien n'est perdu, les choses changent tellement vite…
Bonheur en deçà des Pyrénées… malheur au-delà… Pour la France, pour ceux qui savent, le 24 avril reste une grande date… C’est l’anniversaire de la naissance du roi Saint-Louis… mais aussi, et précisément le 24 avril 1974, le jour de la naissance de Monseigneur le Prince Louis de Bourbon, duc d’Anjou, prétendant légitimiste au trône de France, futur roi de France sous le nom de Louis XX… Un signe…

João Amorim disse...

caro Miguel

Não tenha quaisquer dúvidas que o vosso carácter e forma de estar tem admiradores e seguidores.

Isabel Metello disse...

O culto do low profile, como as serpentes que se camuflam até picarem, e a "retórica do silêncio", a matriz da glorificação dos "assassinatos pelas costas", da traição colectiva (ex: o abandono dos soldados portugueses negros na Guiné aos fuzilamentos sumários e outras barbáries...), da mediocridade viperina e vampiresca (ex: os ex-colegas do Senhor Cônsul Aristides de Sousa Mendes, um Verdadeiro Santo que deveria ser Canonizado, as víboras de serviço, que passavam por ele, ignorando-o, enuqanto assistiam a babar-se de contentamento vil à sua miséria...) obstaculizam a eliminação de vícios estruturais e a real abertura de um espaço público que parece mais um salão de chá sem chá algum...é pena, mas creio que os chamados "retornados" actualizaram e aqueles que ainda mantêm a matriz legada ainda actualizam uma dinâmica de resiliência e abertura, talvez porque não sejamos "meninos de coro"- desde a infância privilegiada, pois rica em autêntico cosmopolitismo e interculturalidade, radical, que nos permitiu o reforço do sistema imunitário (isto dito por um médico :) e uma estaleca multitasking, até à Ponte Aérea, após a qual tanta gente assistiu os Pais começarem, com DIGNIDADE e num ambiente agressivo e discriminatório, do 0...tal fica como Matriz...não é à toa que povos que detêm marcas profundas de sofrimento, como por ex., os Armenos, sejam tão espirituais e resilientes...e não há evolução sociocultural sem Real Espiritualidade...

PEDRO QUARTIN GRAÇA disse...

Bons tempos Nuno...

Nuno Castelo-Branco disse...

Após essa experiência, passei 20 anos em silêncio, ermo ao qual me apetece voltar para mais uns 20 anos.

Rui F Santos disse...

e que falta faz essa NM.
cumprimentos
Rui Santos