08 setembro 2011

A face escondida da lua



Há dois ou três anos era o homem renascido, hoje um proscrito diabolizado até ao ridículo, como só os americanos o sabem fazer. Ainda me lembro das "armas de destruição em massa" que serviram para invadir o Iraque e aí implantar uma brilhante era de paz, liberdade e democracia para mil anos. Lembro, também, a guerra libertadora para retirar o Afeganistão da mais soez das teocracias, sabendo que dez anos volvidos a situação é igual ou pior que em 2001: o maior índice de violência do planeta, a maior produção e consumo de ópio per capita, mais a corrupção incontrolável que tira a cada americano 500 dólares por ano. Agora, querem-nos fazer crer que há diferenças profundas entre os Talibãs (a quem querem entregar o poder) e a Al-Qeada. Lembro, também, os bombardeamentos sobre a Sérvia - ministérios, quartéis, estações de televisão, a destruição de todas as pontes do Danúbio, mais fábricas, armazéns, câmaras municipais, estações ferroviárias - e a promessa de um Kosovo "democrático". A tal "entidade" é hoje o mais inseguro dos "estados" europeus e o maior exportador de escravas sexuais do velho continente e a Meca do tráfico ilícito de orgãos para transplante. Lembro que Saddam emulava Caracala e dele se dizia que matava os seus servos em pleno Conselho de Ministros, que possuía uma piscina de ácido sulfúrico para aí lançar vítimas. Não sei porquê, mas o vídeo que hoje nos ofereceram parece contradizer muito do que se diz. Só falta resolver o problema da violada. Lembram-se da fulana que se dizia ter sido violada por dezenas de capangas do negregado tirano e depois foi-lhe diagnosticada esquizofrenia paranóide ? Ou, ainda, o problema da queimada. Tenho a certeza - confirmada por um médico amigo - que a etíope se queimou noutro lugar (ou foi queimada), por exemplo, por um bombardeamento cirúrgico. E quem faz os bombardeamentos ?
Sei que as pessoas vibram com coisas fantásticas; quanto mais fantásticas melhor. Em suma, estórias tão interessantes como a da pobre "mãe solteira, imigrante e africana" ultrajada por DSK. Venham mais novelas gore que os tempos de violência gráfica exigem mais público, mais "afectos" e "causas".

1 comentário:

Pedro Botelho disse...

Nem mais.

Não, as piscinas de ácido sulfúrico não tinham melhor aspecto do que os pobres bebés expulsos das suas incubadoras.

Sim, as manchas da doença de pele sugeriam queimaduras de água a ferver com tanta verosimilhança como as histórias da «mãe solteira, imigrante e africana» (com boa e brilhante dentadura) sugeriam a «violação oral à pressão» por ela narrada.

Só falta agora o tal «Holocausto» que volta e meia ainda deita a cabeça de fora nesses seus escritos.

Não conviria reflectir com a mesma acuidade sobre todas as lendas e historietas? O que é preciso é ler com atenção. Geralmente chega.