24 agosto 2011

Glória antiga não morre

Afonso de Albuquerque manda solenemente cunhar moeda em Malaca. Gravura de Maurício José Sendim, c. 1840.

Faz hoje 500 anos que Albuquerque, após um mês de renhida batalha, terminou a conquista de Malaca. Um grande feito militar contra mais de vinte mil defensores solidamente entrincheirados e dotados de armas de fogo e artilharia. Nada se consegue sem arrojo e as melhores vitórias são obtidas a corpo limpo. Albuquerque veio, viu e venceu. É isto patrioteirismo ? Não, é património sem o qual não vale a pena continuar Portugal.

9 comentários:

António Bettencourt disse...

E isto é um acto para comemorar? Se o Miguel fosse alemão também comemoraria a invasão da Polónia ou a anexação da Áustria?

Esta confesso que não entendo. É por ter sido há 500 anos que o acto se torna mais digno?

Não sou daqueles que acha que Portugal se deva envergonhar ou pedir desculpas pela sua história. As coisas foram como foram. Mas comemorar uma atrocidade, uma batalha que não foi defensiva mas de conquista de poder e bens materiais?

Marco disse...

A história não se pode esquecer, nem negar. Mas um país não deve viver a olhar para o passado; tem de encarar o futuro.
Uma data como esta deveria ser aproveitada para reflectir sobre a forma como Portugal se deve relacionar com outros povos, num mundo que procura paz e tranquilidade.

João Amorim disse...

caro António

... uma atrocidade como o regicídio ou o terrorismo da implantação da República?

Pedro Marcos disse...

António,

As nações fazem-se e mantêm-se, entre outras coisas, com guerras (com balas ou sem elas).
É assim e sempre será, aceite este facto da vida.

E esta foi em grande! E melhor memória haveria se os piratas ingleses não tivessem demolido a maior parte da "Famosa" para mostrar aos indígenas que afinal não tinha sido construída por deuses!

"Aiiiii, uma atrocidadeeeee"!...
Mariquinhas, pá!


Procure o António saber o que é o "Presentismo Histórico".
Deixo-lhe aqui um link: http://ultimidade.blogspot.com/2008/11/conservadorismo-2-superar-conservar.html

António Bettencourt disse...

Exactamente, João Amorim, uma atrocidade tal como essas duas que menciona, embora de natureza diferente.

Pedro, dispensava o "mariquinhas" que diz mais sobre o seu carácter do que do meu.

Lamento que tenha essa visão da História e da Humanidade, mas é lá consigo.

Obrigado pelo link que lerei atentamente.

António Bettencourt disse...

Artigo lido, caro Pedro, e sabe que mais? Concordo com quase tudo.

Chamo-lhe apenas a atenção para o último parágrafo:

"Aquilo que a História teve de positivo e de negativo, é para “conservar”, recordando, e para “superar” divulgando sem tabus exclusivistas e racistas de sinal contrário, pesquisando e deixando os técnicos pesquisarem sem complexos; as provas históricas devem ser descobertas, devem vir a público, testadas na sua veracidade, em liberdade, e encaradas simplesmente como parte de um processo histórico, sem conotações políticas à mistura."

Exactamente aquilo que eu penso: repensar e superar sem tabus. Coisa muito diferente de apenas comemorar.

O que o Miguel faz aqui é apenas uma pequena referência laudatória de um acto que considero que não é uma página positiva na nossa história. Tivesse o Miguel escrito um artigo mais desenvolvido em que analisasse o mesmo acontecimento, sem tabus e repensando-o, eu nada teria a dizer.

Josephvs disse...

Pedro,

Se o tipo tivesse falado na Checoslovaquia, Hungria ou Tibete........ainda se poderia engolir com umas azeitonitas...

Josephvs disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Josephvs disse...

Com conotacoes politicas (ou religiosas) :)
Constantinopola 1453, Batalha de Lepanto 1571... Ormus tb ;)!