08 julho 2011

Dois milhões nas ruas em defesa da Síria



Imagens que as televisões ocidentais se recusam emitir. O povo sírio está a responder à invenção de uma "revolução democrática" que não existe. Ontem, em tudo o país, dois milhões de pessoas e, sobretudo, a minoria cristã, respaldaram o programa de reformas do Chefe de Estado e repudiaram a ingerência da plutocracia internacional; em suma, travar o passo às várias MOODY'S que se movimentam pelo mundo em busca de lucro.
A questão é a seguinte: o regime tem feito um esforço enorme em planear e aplicar reformas políticas profundas e os resultados são auspiciosos. A lei de imprensa, de associação e até a possibilidade de contestar decisões dos tribunais deu passos significativos. O número de presos de consciência foi reduzido a um décimo do que era há três anos. Foram libertadas centenas de pessoas e o governo pediu desculpas públicas por abusos cometidos durante a governação do pai Hassad. Alguma oposição democrática jamais foi perseguida e foram criadas leis tendentes a aceitar associações políticas independentes e, até, uma tímida aceitação de democracia representativa. Quando tudo estava encaminhado e quando a Síria iniciava realinhamento internacional, explodem as manifestações. Ora, alguns dos grupos que se têm manifestado são claramente fundamentalistas e pedem uma "revolução islâmica", a instauração da sharia e a proibição da liberdade religiosa. A vaga de crimes contra cristãos tornou-se, como no Egipto, uma realidade e contam-se por milhares os crimes de sangue contra a elite cultural e administrativa. Há, entre os manifestantes pró-democracia, gente muito válida e decente, com as quais o regime está em permanente contacto, mas a maioria da oposição quer precipitar o país no caos. Ali há, notoriamente, mão estrangeira.

6 comentários:

Nova Casa Portuguesa disse...

Será o mundo finalmente a despertar?

AMCD disse...

Na Síria, as vítimas do medíocre que chefia o Estado falam por si. Não me parece que seja apenas especulação. As vítimas são factos, e já se contam às centenas, senão aos milhares. Nem que fossem dezenas!

O que fazem os tanques e os exércitos desse homem nas aldeias e cidades da Síria?

O grande Rei, com "R" maiúsculo, a quem tiro o meu chapéu, eu que não sou monárquico, um Homem cujo exemplo devia ser seguido pelo Bashar, se quisermos falar de relações entre soberanos e povos, vive no país vizinho - a Jordânia.

O Miguel por acaso não se enganou?

Combustões disse...

AMCD:
Aquele chefe de Estado pode ser tudo menos um medíocre. Está a operar uma reforma política profunda e tem ao seu lado o melhor da sociedade Síria. Como sabe, não tenho quaisquer simpatias por soluções políticas do tipo, mas há que aceitar a realidade e comparar a Síria com os restantes países da região.

Adilson J. da Silva disse...

Só sei de uma coisa: grupos como Bildenberg, Rockefeller e Ford, estão a cada dia investindo em desequilibrar nações. O cachorrão Barak Obama continua enganando os norte-americanos com essa de o islã está sendo "democratizado".

Josephvs disse...

No Iraque de Sadam tb eram aos milhoes na rua.

O systema na Siria seguramenrte socialo -o- stalinista

Nuno Castelo-Branco disse...

Sempre fui amigo de Israel. Isso não quer dizer que esteja cego perante a evolução negativa que os últimos 25 anos trouxeram (ou mesmo antes). Os nossos aliados cometem erros sobre erros, abusam da paciências de toda a gente e colocam a nossa segurança em risco, deixando-nos o "inimigo às portas". Isto é intolerável. Bastará dar-mos uma vista de olhos nos jornais sírios e deparamos com uma sociedade muito diferente daquilo que os europeus pensam ser uma "sociedade árabe/islâmica". Teatro, concertos de música clássica, festivais, cinema,, programas sobre literatura, artistas que criam o que bem entendem e sentem. O aspecto das pessoas que vemos neste filme, fica noutra dimensão temporal em comparação com aquilo que a Líbia ou o Iémen - e mesmo o Egipto - mostram. Está a chegar a altura daquele "país poderoso e rico" - como diz o nosso Rei -, mudar de atitude ou então, arrisca-se a ser ignorado pela generalidade dos ocidentais. Pois é isso mesmo que está a acontecer e quanto a mim, já tive o suficiente para "encher o saco". Não tem o mundo inteiro de se sacrificar por um Estado do tamanho do Algarve.