19 julho 2011

Coprocracia madeirense





Sei que a Madeira, ao contrário dos Açores, nunca produziu vultos políticos dignos de nota. É uma questão mesológica e sobre isso pouco mais há a dizer. Em terra fecunda nascem árvores que tocam o céu; em terra morta nascem liquens. Contudo, alguns desertos de vida produzem liquens tóxicos e até venenosos e a Madeira, que outrora foi terra rica em engenhos de açúcar e escravos (já repararam na flagrante parecença ente Alberto João e Fradique de Menezes ?) produziu ao longo das últimas décadas as mais singulares aberrações teratológicas de que há memória na história do regime. Há quem ache graça a Alberto João, que faz o tipo pândego que suporta o humor português revisteiro, mas naquela pilhéria desbocada há uma academia. Alberto João fez escola, da pior e da mais roncante e agora prepara-se para passar o testemunho a outro Alberto João, mas mais rasca, mais soez, mais brutal nos instintos e inclinações. O tal Caracala de Jardim, o Ramos, ofereceu ontem mais um instantâneo da coprocracia madeirense. É o que dá não haver um Governador-Geral !

1 comentário:

MIGUEL disse...

O HOMEN SÓ CHAMOU O OUTRO PELO SEU NOME.
MAS TEM ALGUMA DUVIDA QUE O JORNALISMO PORTUGUÊS É OUTRA COISA QUE SER FILHO DA P...? ATÉ FORA DO PAÍS SEBEM DISSO.