20 junho 2011

Bons augúrios, governo "retornado"



Contas feitas, 30% dos titulares sobraçando pastas ministeriais e secretarias de Estado são africanos portugueses. Excelente notícia, depois de décadas de gente vinda das berças beirãs e algarvias. É uma questão de escala, Angola e Fornos de Algodros, Moçambique e Aljezur, estão a ver ? É, também, um aferidor de patriotismo. Onde há um africano português, as possibilidades de mau hálito anti-português e poluição ideológica são mínimas. Que os novos ministros e secretários de Estado venham com espírito de Roçadas e Mouzinho e vejam grande, pensem grande, fujam às filigranas e ao pequenino. É tempo de lançar duas pazadas de cal viva sobre o cadáver da geração de 60, decerto a pior, a mais cúpida, improdutiva e deletéria de que há memória na história de Portugal. Que venham os retornados !

4 comentários:

Pedro Leite Ribeiro disse...

Entretanto, espero que o meu conterrâneo seja da fibra de este aqui:
http://centenario-republica.blogspot.com/2011/05/28-de-maio.html

Isabel Metello disse...

E que expandam horizontes e elevem o cosmopolitismo a matriz, que bem precisamos! Aleluia!

Pedro Beirao disse...

Não vejo qual é a diferença. Considera "mais português que os portugueses" quem nasceu em África? Ter nacionalidade portuguesa não lhe chega? Não vale apelar para um passado "mítico". Ou se está confortável na sua pele como Português *hoje*, ou realmente, mais vale trocar de nacionalidade.

Tenho muito orgulho de ter nascido nas "berças". Não mereço a grandeza se não me sentir confortável com a pequenez.

Combustões disse...

Era o que faltava. Fomos abandonados e transacionados e ainda por cima pede-me o impossível, ou seja, que mude de nacionalidade.
Acho que não compreenderam o que queria dizer. Falei em escala e em perspectiva. Nós vemos um pouco as coisas a partir de fora, ou seja, de uma ideia mais alargada de Portugal. O mesmo se deu com os chamados luso-brasileiros após a independência do Brasil. Quando falei em beirões e algarvios não o fiz com qualquer acinte. A minha famíla veio do Minho. Tratou-se de uma metáfora ao horizonte, não um remoque aos beirões.