20 maio 2011

Twilight



Ontem pela madrugada e pela milésima vez, Twilight in the Forbidden City e apêndice, ou seja, o último Imperador. Ali não se trata do poder, mas de uma metáfora à solidão, à imprevisibilidade de tudo, à mudança que não é necessariamente ascensorial. O imperador, homem que nasceu para ordenar, era, afinal, um bom jardineiro. Matéria interessante, sem dúvida, que interpela todos e cada um para aquilo que realmente somos no confronto com os nossos sonhos, lembrando-nos igualmente a fugacidade das honras, das fidelidades e, até, das mais limpas amizades, destinadas à corrupção. O melhor é não fazer, não dizer, não pensar, não sonhar. É o que fazem as osgas. Devem ser as criaturas mais felizes do universo.

3 comentários:

Justiniano disse...

Perfeito, caríssimo Castelo Branco!!

Nuno Castelo-Branco disse...

Tinha as osgas, como boas amigas. Deixava-as entrar à vontade e instalavam-se pelos tectos e paredes da casa, comendo mosquitos e outros insectos maçadores. Também gostava dos seus chamados. Na Tailândia, essa espécie de osga dá pelo nome de Geko.

Isabel Metello disse...

Miguel, sou leitora do seu blog há milénios e aprecio a polilogia, opiniões diversas das que detenho. Logo, apesar de adorar lagartixas desde criança (salvava-as, com frequência das maldades alheis :)) aprecio mesmo a capacidade crítica individual activa assumida. E o Miguel, a par de dois bloggers que muito admiro pela Ética que emana dos vossos posts e postura na vida, para além do mais é um patrício, logo, apesar do Kraus, mantenho-me na navegação diária, que não à bolina, no seu blog e mantenho a minha opinião sobre a sua postura (tantas vezes que expresso opiniões out for the paradise imploded- faz parte do programa- cada qual com a sua perspectiva de vida :). Abraço