19 maio 2011

O que realmente interessa



Não, não são mentiras patrioteiras nem delírios de apagada grandeza; é o peso da História, a tal que tantos apoucam, ridicularizam e querem esquecer na espuma dos negócios e da tonta socialite. Portugal foi e ainda pode ser na Ásia a tal "potência histórica" que outros nunca foram. No passado dia 11, o governo tailandês, na pessoa do seu Ministro dos Negócios Estrangeiros, prestou uma vez mais tributo a essa indesmentível evidência. Tudo aqui e aqui.

São as celebrações de meio milénio e é uma lição de esforço e perseverança de um punhado de portugueses que se entregaram voluntariamente a esta empresa por puro patriotismo ao longo dos últimos quatro ou cinco anos, quase sem orçamento e de coração limpo. O melhor está por vir, mas a lição ficou: tudo exige trabalho, tempo, dedicação e sacrifício.

6 comentários:

Justiniano disse...

Caríssimo Castelo Branco, mas que raio!!?? Em todas estas postas não reconheço o mesmo Castelo Branco que costumo aqui ler!! Ou melhor, não reconheço a excelencia da estultícia onde o pensar e o saber o costumam levar! Apenas leio por aqui ódes à forma, ao logro e repetidas vulgares banalidades!!
Esta última posta então, caro Castelo Branco, não se percebe!! Só se explica, a exultação, pela potencia do peso da história sobre a cabeça!! Talvez!? Onde foi buscar toda essa súbita ortodoxia, que parece prevalente sobre a gnose!?
(Sinceramente, este último texto parece saído do site de um qualquer departamento do Ministério dos Negócios Estrangeiros)

Combustões disse...

A verdade, caro Justiniano, é que o trabalho foi todo feito ao longo dos anos de forma silenciosa, sem "budgets", sem sacos, ajudas de custo e outras maquinarias (logísticas, orçamentais e burocráticas), pelo que foi um milagre: o milagre da boa vontade e do trabalho. Sabe, sou muito pouco afeito às abstrações, às teorias e aos vazios tenho horror. Prefiro uma linha impressa a torrentes de reuniões.Depois, não sou estulto, nuca o fui, porque se o fosse estaria onde estão os espertos. Alguém, um dia, louvou os pobres de espírito. Graças da Deus ! Pode crer que estas comemorações na Ásia, as únicas que Portugal fez com pés e cabeça, custaram sangue, pés doridos e uma paciência de Job para aturar mentecaptos, invejososs e os sempiternos empatas. Eu que o diga !

Justiniano disse...

Caríssimo Castelo Branco, parece-me que fui mal interpretado, pois nesse tocante, da seriedade e do trabalho, tenho-o por rigoro e sério, sem qualquer dúvida!!
O que lhe estranho, caro Castelo Branco, para além da estranha exultação ao vazio circunstancial, é toda a série. Vejamos!!
Fosse o caro Castelo Branco visitar este blog pela primeira vez e leria: primeiro uma óde desgraçada ao tipo com maneiras, seguida de outra a puxar por Portugal, percorrendo meia dúzia de americanices sobre americanos e terminando na exultação de menções pela potencia do peso da história!! Que diria, meu caro!!??
Quanto à estultícia, caro Castelo Branco, referia-me àquela virtude romantica a que muitas vezes também aqui recorre e que tenho por muito apreciável como expressão de verdade!!
Um grande bem haja para si

Combustões disse...

Talvez seja tempo para encostar este blogue - que não mais é que modesta aplicação do direito natural à expressão, sem a qual o homem não é - e fazer algo. Tudo tem um momenti, até os blogues. Aliás, tenho tão pouco tempo, sobretudo para as coisas que realmente interessam.

Justiniano disse...

Não, caríssimo Castelo Branco! Não é tempo!! Se, porventura, Vcmcê encostar a sua escrita livre por aqui e se encastrar numa prateleira ortodoxa da academia ou da grave "lenteria", então é porque, certamente, elouqueceu ou está prestes a enlouquecer!! Encastre-se, pelo seu mérito, mas não se encoste, caro Castelo Branco!!
Há sempre tempo para tudo e a assiduidade nunca foi uma sua caracteristica por aqui!!
(Sinceramente, quem escreve coisas como as muitas que aqui já lhe li não se pode permitir a não partilhar com os outros, sob pena de se desalmar e decair)
Leve daqui mais um bem haja,

Ralf disse...

Please let me know details where to find the book "
history of Thai-Portuguese relations"
Obrigado!
Ralf