08 maio 2011

Não fiquem assanhados, façam !



Anda tudo em desabafo junto ao muro das lamentações, nessa tão semita e suicida queda para as jeremíadas. Alertado para o tal vídeo pelo meu irmão, só posso dizer que tais peças deviam estar fartamente vulgarizadas na internet: em chinês, japonês, italiano, castelhano, alemão, swazi. Os portugueses gostam de dizer mal do seu país, chegando a fazê-lo como exercício de mortificação em frente de estrangeiros. Ora, para os estrangeiros, já tarimbados em pelo menos três séculos de ataques protestantes a Portugal, esses insultos a Portugal são coisa corrente. O inverso é inexistente. Temos, decididamente, de abandonar o estatuto de "potência da bola" e vestir a camisa de "potência histórica". Podem crer que faz efeito. Experimentei-o há dois meses em duas conferências em Bangkok e resultou. Ainda hoje, quase três meses, ainda recebo mails de parabéns.

Deixem-se de queixas, lágrimas e afectos. Sejam duros, provocadores e impenitentes blageurs. Aliás, há mentirosos auto-glorificadores mais bem sucedidos que os italianos e os espanhóis ? É nessa indústria que temos de investir. Propaganda, mais propaganda. Ponham-se, já, em bicos de pés.

5 comentários:

NanBanJin disse...

Depende dos sítios e de outras variantes, Miguel.
Olhe, aqui no Japão essa do "Portugal: potência histórica" não pega, é um facto.
Dói — e de que maneira —, mas é a mais pura verdade.
Ensinam-lhes o básico na escola — Tanegashima, os 'Teppo', o Xavier — e pronto, acabou, é tudo para esquecer... os batávios é que são os bons e os bonitos, altos e jeitosos, não andaram por cá a impingir Cristos a quem não quria, aguentaram-se 250 anos em Dejima e têm uma imagem de sucesso e bem-estar actual — palavra d'Honra, já vi 'Kasutera' promovida como produto de origem holandesa aqui! em Kyushu! Brade aos Céus, dá vontade de sacar do chicote...
O país precisa sem dúvida de uma imagem distinta, de respeitabilidade pela obra presente, d'AGORA, do 'fazemos aqui e já' e não do 'fizemos nos idos de quinhentos' — que é bonito e areja a Alma, não restem dúvidas, mas está longe de bastar.
Enquanto o país não se regenerar em grande e em força e enquanto não tornar a produzir algo que se veja, nas prateleiras e nas ruas, tudo não passará de lamúrias e prosápia.
Mas eu, como o Miguel, acredito no Futuro — um Futuro de ressurgimento. A seu respeito não tenho dúvidas: ele é inevitável! Haja que passar 50, 100 ou 200 anos. Ele virá!

Grande Abraço do Japão,
Luís F. Afonso

Nuno Castelo-Branco disse...

Todo o masoquismo que andamos a aturar desde as Conferências do Casino, trouxe o país ao estado em que está. Há que ousar,s er provocador. Aprendam com os outros.

Pedro Leite Ribeiro disse...

Apoiado! Viva Portugal!

Justiniano disse...

Caríssimo Castelo Branco, generalizações por generalizações, estou em crer que Vcmcê se está progressivamente a enternecer com platitudes!!
O que será isto, verdadeiramente!??

Combustões disse...

Tout va bien, Monsieur le Marquis. Quando tudo acabou, olhemos para o passado. Outra platitude!