26 abril 2011

A minha terceira pátria




A luta na fronteira entre a Tailândia e o Camboja atingiu grandes e inesperadas proporções. Trata-se de conflito antigo, criado pelos imperialistas franceses há mais de um século e que foi reparado momentaneamente em 1941, quando as forças armadas limparam essa afronta.Depois, os territórios de fronteira foram restituídos ao Camboja por recurso a uma lei internacional que foi causadora do mal. Ali, nunca houve fronteira. Aquela era terra do Rei de Bangkok e também do Rei cambojano, seu vassalo. Um dia chegaram os franceses, raptaram o Rei do Camboja e disseram que ali estavam para proteger a "nação khmer", coisa que jamais existira, bem como restituir os territórios que haviam sido ocupados pelos siameses. Tiveram até a fantástica ideia de chamar a tais territórios de "Alsácia Lorena do Camboja". É assim que comportam os ocidentais, tentando sempre duplicar a sua especificidade. Não, em relações internacionais parece não haver nem verdade nem justiça. Contudo, neste caso - onde a má vontade milita contra a Tailândia, esperando que uma guerra possa diminuir o governo da Monarquia - a Tailândia faria um grande favor ao povo cambojano em reduzir a pó o cruel, violento e corrupto regime de Hun Sen. No fundo, dou sempre razão aos thais. A Tailândia é, certamente a minha terceira pátria. Moçambique morreu, Portugal insiste em convidar-me para sair. Foi na Tailândia que fiz e faço algo por que vale a pena suar.

Rák Chart (Ama a Pátria)

2 comentários:

JNAS disse...

http://ilhas.blogspot.com/2011/04/podre.html

JNAS

www.ilhas.blogspot.com

ana disse...

Se Moçambique morreu, então o povo que hoje habita o país é um conjunto de zombies?
Desculpe, mas não gostei dessa afimação.

Sei bem que o país da minha infância já não existe...