29 abril 2011

Hoje é dia de Santa Raivinha anti-monárquica

Calculo as cólicas, cãibras estomacais, ranger de dentes e erupções que hoje acometerão por esse mundo fora o grande partido da inveja anti-monárquica. Hoje, a Santa Liga da micro burguesia dos "direitos" e das "conquistas" do "somos todos iguais" estará indisposta. Mais abespinhada, a multidão de patetas endinheirados que se perguntarão "o que é que eles têm a mais ?" "Com que direito, só por serem príncipes, merecem tanta atenção ?" Há dois ou três anos, em Banguecoque, frequentando alguns meios "farang", sobretudo americanos, angustiados pela monarquia tailandesa deles não querer saber para nada, apercebi-me da real expressão do anti-monarquismo da maioria dos ditos republicanos. Trata-se, pura e simples, de inveja: inveja por terem dinheiro e não poderem comprar um lugar na Casa Real, inveja por saberem que a monarquia está acima dos negócios, dos lóbis e até da macaqueação snob - isto é, Sans Noblesse - que dá pelo nome de "alta sociedade"; inveja, por se chamarem Smith, Jones, Lorent, Silva, Petit, Bauer e não Windsor, Orléans, Bourbon, Habsburg, Chakri, Bragança.




A monarquia é mais atraente, possuiu uma dignidade quase genética e inspira nas pessoas bem formadas uma instintiva atitude reverente e comedimento nobilitador. A monarquia não são apenas pessoas, como os Reis não são burgueses, não têm "carreira" e não vivem derrancados no "negócio", a alma da burguesia. É isto que não compreendem os fulanizadores. Por outro lado, a monarquia é mais bonita: pelos seus protagonistas, pela grandeza de que se reveste, pelas atitudes generosas que inspira. A monarquia apela a categorias do belo e do estético que contrariam, bem sei, o mundo moderno. A chave da sua magia está precisamente em reunir numa instituição tudo o que é passado, sem ser velha, tudo o que é presente, sem ser seguidista e aspirar ao futuro, naturalmente. É por tudo isso que as monarquias são populares e é o povo que as apoia. Quanto às ditas repúblicas - pois a verdadeira República faz-se com o Rei e o povo - essas não passam de oligarquias, burguesas, claro !

7 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

E o mais engraçado é o entusiasmo norte-americano pela Monarquia britânica. eram aos milhares em Londres e vieram expressamente para o acontecimento.

Margarida disse...

Concordo, Miguel, mas, como escreve "não são apenas pessoas", mas também o são.
E não estão isentos das debilidades e carências dos outros semelhantes.
Não são deuses, como alguns ainda gostariam (e cujas crenças respeito), são pessoas educadas para serem exemplares, mas muitas deixaram de ser exemplos.
isso não se pode (ou deve) escamotear.
Também os republicanos têm os seus homens e mulheres de mérito e valor.
:)

Abraço neste dia jubiloso.

m.a.g. disse...

"A monarquia é mais atraente,"
... quando os monaracas escolhem plebeias ou plebeus: atraentes, inteligentes, com a atitude e a postura que a genética e a natureza favoreceram e que nem com centenas de pedigrees, por vezes, consegem conferir à grande maioria dos nobilities. No entanto, Rule britannia!

Rogério Silva disse...

Nem mais meu caro!
A Monarquia é uma instituição que respira, e continuará a respirar SAÚDE!
Que bem que nós, portugueses, estariamos se por cá tivessemos essa bendita instituição.
Cumprimentos!

Pedro Marcos disse...

Pessoalmente sou indiferente à monarquia britânica. Melhor: desconfiado da monarquia britânica.

Porque é que o Miguel não se questiona perante o republicanismo de boa parte da alegadas elites nacionais que troçam e menosprezam a NOSSA Família Real mas que literalmente PRESTAM VASSALAGEM à família real inglesa?

O Miguel que é bem informado poderia dissertar sobre esta questão...

Lionheart disse...

A nossa "elite" menospreza a nossa Família Real porque esta é uma ameaça às aspirações da burguesia. O presidente mantem uma "côrte" e um "governo" sombra, o que dá muito tacho (desnecessário) a muita gente, e depois do término do seu mandato mantém privilégios significativos. Não tem a responsabilidade de governar, mas quer pôr o governo a governar como ele quer. Do melhor. Não admira que não haja burguês que não sonhre ser presidente.

Claro que tudo isto é uma burla que pegam aos portugueses, sempre a exponenciar as competências do presidente para que o povo vá votar. Ou então quererem fazer da presidência o que compete ao poder legislativo, como se em Belém tivesse de estar obrigatoriamente um contra-peso ou um apoio ao governo. É tudo um equívoco, no mínimo.

Nem falo nos outros presidentes, mas as duas campanhas de Cavaco Silva foram um embuste. Agora que se pedia um Chefe de Estado activo, ele não aparece para não se queimar. Pior, compromete a acção da direita. Recorde-se do que andaram a prometer os seus apoiantes há 4 meses: "Isto não está para brincadeira! Cavaco é o homem certo para os tempos que aí vêem!", "Cavaco vai pôr o Sócrates na ordem!". Afinal, Cavaco está desaparecido na inacção e Sócrates faz a campanha que lhe convém, como se não fosse o maior responsável pela crise. Fantástico...

Eduardo disse...

Desprezam a nossa família Real porque sabem que pelo menos com S.A.R. D. Duarte não estariamos assim, neste lamaçal de clubisses e politiquices. Nao teriamos um anormal a representar-nos, um homem que quando falar devia estar calado (falo obviamente de Cavaco Silva. inclusivamente, a sua família (a Cavaca) teve o descaramento e despudor de, quando saía do carro, vir com os seus sapatos nas mãos.
Não há sentimento de cumprimento do dever, como existe com a Monarquia.

Por último - a princesa kate, que tantos apelidaram de plebeia, não é assim como se diz: a família do pai, Midlleton ainda é parente da Rainha Isabel, o que se passou é que de casamento em casamento foram-se afastando da sua condição.
fica o esclarecimento.