07 março 2011

O cosmopolitismo de Benghazi


Os especialistas reúnem mil argumentos para abrir portas à secessão da Cirenaica. Afirmam a pés juntos que Benghazi é ... um centro cosmopolita. Ora, pelo que me é dado ver pelas imagens das tv's, aquilo - a Líbia toda, da Cirenaica à Tripolitânia - parece-se com uma imensa costa da Caparica, dos abarracamentos aos restaurantes de cadeira de plástico, povoada por gente que pouco difere daquela que podemos encontrar na Feira do Relógio. O único momento cosmopolita na história de Benghazi parece coincidir com passagem de Montgomery e Rommel por tão arenosas, poeirentas e lunares paragens. As pessoas pelam-se por mentiras e quanto mais atrevidas, melhor. A Líbia, como a Argélia e a Tunísia, pararam no tempo no dia em que se procamaram "livres" e "independentes". O resto é paternalismo, preconceito, mito e tabú. Só a estupidez, o medo de se dizer a verdade ou a pulsãozinha neo-colonial -aquela que rouba mas não se sacrifica - podem encarar tais "Estados" como entidades dignas do respeito e consideração !

1 comentário:

Paul disse...

"Il ne vous a pas échappé que le drapeau brandi par les opposants au « chef et guide de la Révolution de la Grande Jamahiriya arabe libyenne populaire et socialiste » n’était pas le drapeau vert mis à l’honneur par Kadhafi en 1977… Et nombreux sont ceux qui découvrent qu’au plus fort de la tourmente le drapeau porté fièrement par les opposants n’est rien de moins que le drapeau du royaume de Libye du temps d’Idris 1er…"
Trois excellents articles publiés en date du 7 mars 2011 par "Les Manants du Roi" : http://www.lesmanantsduroi.com/accueil.php