06 fevereiro 2011

Novas do Sião



Três livros de uma assentada, uma sessão na Siam Society promovida pela nossa embaixada em Banguecoque com o patrocínio da Universidade Técnica de Lisboa, mais um simpósio no Museu Nacional, eis o início em grande forma das celebrações dos 500 anos de relações entre Portugal e a Tailândia. Contrariando as Cassandras do derrotismo, as iniciativas previstas para Fevereiro permitem antever um ciclo largo de acontecimentos editoriais e académicos absolutamente inovadores, provando o interesse dos estudiosos de ambos os países pela apaixonante e única relação entre dois países distantes na geografia e na cultura. As grandes surpresas, essas, guardaremos como segredos, pois estão em preparação eventos de peso.


A história desta relação está, infelizmente, quase toda por fazer. Com excepção de duas ou três obras, algumas datadas, outras privadas de arrimo documental, outras ainda contemplando períodos muito curtos dessas relações multisseculares, está por publicar uma obra que reúna as fontes portuguesas e tailandesas, permita a necessária acareação documental e uma visão de conjunto integradora. O esforço está a ser feito e nele estão envolvidos uma vintena de investigadores dos dois países. Prevê-se para Novembro um Simpósio Internacional que reunirá em Banguecoque centenas largas de participantes. No ciclo das celebrações asiáticas previstas para este ano, o programa da Tailândia é o mais sólido e aquele que maior sulco deixará. Foi uma luta árdua, com muitos recuos e avanços, mas como sempre acontece quando a vontade de bem fazer terça armas com a inércia, o espírito tudo sobrelevou.

2 comentários:

Klatuu o embuçado disse...

O amigo é um homem afortunado: está longe do estriqueiro em que Portugal se afunda!

Nuno Castelo-Branco disse...

Imagino a "raivinha militante" dos do costume. Se se falar de Portugal, isto deverá sempre respeitar a futebóis ou a "negócios". Se se ficassem pelos caris, praias e óleozinhos nos "parlour" de lanterna vermelha, aceitava-se. Mas não, gostam é de silêncios ou do "não vale ultrapassar". Coisa d'Abril...
Muito bem!