07 janeiro 2011

Sentinas sazonais

Sempre que se declaram as hostilidades caça-votos, como se de doença sazonal se tratasse, abrem-se sentinas, fossas sanitárias, esgotos em céu aberto transbordam e as pútridas vespasianas extravasam águas da fulanagem que vive da política baixa e da baixa política. Durante semanas, enviam-se milhões de desabafos, queixas, denúncias à mistura com revelações abracadabrantes, remoques e venenos alvejando os candidatos. A doença não é nova. Encontramo-la nas paredes de Pompeia e é acessório obrigatório do "instinto" da massa, para a qual - sobretudo nas democracias corrompidas - a campanha eleitoral é um festim de mentiras e uma bacanal de permissividade. Reina, naturalmente, o anonimato, a doença por excelência dos cobardes e dos difamadores, a estirpe mais baixa da espécie humana.

2 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

E depois, fica tudo em... zero!

Klatuu o embuçado disse...

Suscitaram-me algumas palavras, estas suas.