29 janeiro 2011

A religião sem arte em frémito de destruição

Hoje, como se previa, o Museu do Cairo, foi assaltado pelas hordas do Corão. É assim mesmo e não tenhamos quaisquer dúvidas a respeito dessa ideologia - dita religião - que nada tolera para além dos desérticos horizontes em que nasceu e que do mundo nada aprendeu. O islamo-nazismo é a última e desesperada tentativa de sobrevivência de uma civilização que repousa inteiramente sobre a única tecnologia que conseguiu produzir, ou seja, a teologia. Não tenham ilusões os bem-aventurados da democracia, dos direitos do homem e da Liberdade, pois o Islão afirma, em absoluta coerência com as suas crenças e pressupostos, que nada disso é matéria sagrada, nada disso foi proclamado pelo profeta; logo, tudo isso é ímpio. Bastou um dia de desordem e caos pelas ruas do Cairo para que essa religião sem arte fizesse das suas, como o fez no Afeganistão há alguns anos. Tomou de assalto o que de mais precioso guarda o Egipto, um dos berços da civilização. Destruiu, calcou, partiu. O ódio contra o espírito, o analfabetismo da sensibilidade e do respeito - outro traço dessa ideologia - é hoje o grande inimigo da cultura. Hoje foi o Museu do Cairo. Amanhã serão as pirâmides, os templos, as bibliotecas, tudo o que lembrar o tempo antigo em que o Egipto era a mãe da literatura e das belas-artes.

5 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

Gostava de saber o que os "democratas porrieros-pá" terão a dizer acerca disto. Gostam tanto da cultura...

João Amorim disse...

caríssimo Miguel

Lembra-se de ter escrito aqui sobre o filme "Átila" e sobre o que resultou da refrega entre pagãos e proto-cristãos em Alexandria? O mesmo surto de ódio pela cultura e iluminismo espiritual esteve visível no Iraque e agora no Egipto pode tomar proporções bíblicas. Veremos.

EJSantos disse...

Já fui de esquerda. Mas ao aperceber-me da tolerância da esquerda a esta gente (por serem anti-americanos?), afastei-me. Sou democrata e abonino estes totalitarismos...
Execelnete texto.

Luís Cardoso disse...

Sim, é o conceito de Era da Ignorância ou Jahilia: tudo o que é pré-islâmico é impuro:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jahiliyyah
Cumprimentos,

Miguel Madeira disse...

E onde é que a multidão que espancou os danificadores do museu e os entregou ao exército entre nesse esquema?