18 janeiro 2011

O grupo de homens que se associou para matar um rapaz


Realiza-se no próximo dia 1 de Fevereiro pelas 19 horas na Igreja da Encarnação - por impossibilidade de se poder realizar na Igreja de S. Vicente de Fora, devido a obras - a missa pelas almas de SMF o Rei Dom Carlos e Príncipe Real Dom Luís Filipe. A melhor definição dada a essa trágica jornada de 1 de Fevereiro de 1908 recebeu a assinatura de Ramalho Ortigão e encontra-se nas chamadas Farpas Anti-Republicanas.

Para Ramalho, o regicídio - ou antes, magnicídio, pois pretendia matar por atacado uma família, mais o primeiro-ministro - tratou-se da associação de um punhado de homens (mandantes, pagantes e executantes) que se reuniram com o declarado propósito de matar um rapaz. Foi essa matilha de celerados e criminosos que a república elevou ao panteão dos cidadãos exemplares, manchando-se para todo o sempre.

5 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

Lá estarei.

Maria Menezes disse...

As obras da Igreja de São Vicente de Fora já estão concluídas e no dia 22 vai ser celebrada uma missa presidida pelo Cardeal Patriarca.
Sendo assim, não entendo o porquê da celebração da Missa no dia 1 de Fevereiro ser na Igreja da Encarnação.

João Amorim disse...

No Porto a missa será no mesmo dia e à mesma hora na Igreja dos Clérigos e contará com a presença de D. Henrique de Bragança que representara SAR.

Rogério Silva disse...

O grupo de criminosos que se associaram para matarem um jovem príncipe de 21 anos!!!Infames!!!Convém sempre lembrar estas datas para não cairem no esquecimento, para não cairem no vazio...
Bem haja!

Nova Casa Portuguesa disse...

Concordo plenamente com as palavras de Ramalho Ortigão que de resto escreveu também um bonito texto em memória do rei D. Carlos, na altura publicado com o apoio de um grupo de emigrantes portugueses radicados no Brasil.
Enquanto cristão percebo a necessidade e importância das celebrações eucarísticas pelas almas. Contudo desagrada-me o carácter politizado de celebrações como esta. Há que separar as águas e uma coisa é penitência, fé e fraternidade cristã, outra é o acto político, puro e duro. Oxalá possamos encontrar nestas duas celebrações mais corações inflamados do que egos feridos.