03 janeiro 2011

A democracia acabou na África do Sul: o racismo que ninguém condena



Não tenhamos ilusões. Quando Mandela morrer, a África do Sul vai-se transformar num novo Zimbabwe. Julius Malema, a estrela ascendente do mais desbragado racismo é a figura de cartaz do racismo que já não se esconde nem tergiversa. Talvez seja a hora dos nossos 500.000 compatriotas voltarem.

6 comentários:

NanBanJin disse...

Não será necessário esperar por este aprendiz de führerito: a 'revanche' já está em marcha há muito — chama-se 'Black Economic Empowerment' (BEE — e abrange não só os ditos 'black', mas também todos os oriundos do subcontinente Indiano e da China... ou seja o critério de favorecimento não é ser 'black' é ser 'non-white'... ), e já começa a dar frutos:

http://www.youtube.com/watch?v=jj84Sw1x2po&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=jb-8FsIuNIY

Quem podia já fez as malas e partiu para a Austrália, Nova Zelândia e onde mais ainda haja um crepúsculo de futuro.
Mas as vozes do costume indignar-se-ão e farão um escândalo se alguém ousar falar em "New Apartheid" — http://africopoetica.wordpress.com/2010/12/02/south-africa-the-new-apartheid/


Luís F. Afonso, Japão

Nuno Castelo-Branco disse...

Por "acaso", até nos convinha a chegada de... digamos... uns 300.000 portugueses da África do Sul. Resolviam muitas coisas por aqui. os primeiros anos seriam difíceis, mas eleitoralmente... Fico por aqui, até porque existem algumas contas por ajustar.

Isabel Metello disse...

Já se prenunciava este desfecho (?) há muito tempo! Enfim...

João Pedro disse...

Veremos...a maioria dos sul-africanos, mesmo os negros, considera-o um pantomineiro sem valor. Esperemos que não mudem de opinião.

Marcos Bento disse...

o Brasil continua aberto aos portugueses, mesmo oferecendo menos oportunidades que Austrália ou Nova Zelândia, aqui vocês podem facilmente obter a cidadania ou pelo menos igualdade de direitos.

Marcos Bento disse...

Não conheço bem a história da África do Sul e o racismo sul-africano por parte dos brancos, embora terrível, não legitima o racismo dos negros hoje.
Esta pequena nota de 1951 da revista TIME (http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,815055,00.html)
mostra como foi antigo e perverso o racismo lá, são feridas talvez impossíveis de sarar.