01 outubro 2010

Desfazer mentiras sobre o Oriente português


Tai-hei, de Redondo Júnior (1952)


Fez escola, rendeu lugares e até medalhas dizer mal de Portugal, mas a tarefa de quem por estas coisas se interessa é duplamente gratificante: calar quem mente e dar voz aos documentos. Ora, se um documento pode mentir, todos os documentos não mentem. A verdade, digamo-lo sem desfalecimento, é que os arquivos, bibliotecas e hemerotecas desse mundo estão cheios de testemunhos da obra portuguesa. Conheci em tempos um padre católico, agora indianíssimo -mais indiano que o filo-nazista Chandra Bose - que recebeu ordenação em Goa, foi cidadão português e que depois, para agradar aos seus amos (os tais que promoveram o etnocídio do povo indiano português de Goa, Damão e Diu) se especializou em denegrir o nosso nome, chegando a extremos de insultar um dos criadores da ordem religiosa à sombra da qual se fez homem. Um dia, num colóquio, dava largas aos ataques a S. Francisco Xavier, o Apóstolo das Índias, até que um académico português o interpelou. O indianíssimo interrompeu o seu censor e perguntou-lhe: "você está a defender os Jesuítas ?". O português ripostou: "você não é Jesuíta ?". A criatura ficou pálida e sentou-se. Sim, o combate pela História é um combate presente e pelo futuro.

1 comentário:

Nuno Castelo-Branco disse...

Por vezes, uma simples questão - até colocada por uma criança - pode fazer mais, que vários calhamaços justificativos.