13 setembro 2010

O poder da estupidez


La bêtise est infiniment plus fascinante que l'intelligence... L'intelligence a des limites, la bêtise n'en a pas! (Claude Chabrol)

É um dos mais fascinantes mistérios da humanidade, a estupidez. Tem um poder tremendo, impõe-se, fica, lança raízes, reproduz-se e é copiada porque é simples, convincente, não exige esforço. A estupidez é comummente associada à maldade. Discordo, a estupidez está lá, não corre riscos e medra em todos os terrenos e atmosferas. A maldade denuncia-se pois, como o bem, ocupa um lugar, reclama obra. O grande drama do tempo presente não é a maldade, pois para lhe fazer frente surgiu sempre, na mesma proporção inversa, quem a combatesse. A estupidez, não, não tem nem amigos nem inimigos, existe por si e é absoluta. Não é privação. É estado. A maldade cansa-se, pode ser eliminada, trancada atrás de barras, a estupidez não. Por isso, é a mais poderosa força na história dos homens.

3 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

E por isso mesmo, deve ser ignorada e remetida para o seu cantinho.

Gi disse...

Há tempos escrevi este post sobre o tema, quando descobri as leis fundamentais segundo Cipolla.

Paul disse...

Tout ça n’est pas très politiquement correct… Comme dirait Patrick Schulmann : "Et la démocratie ? … Bordel !"