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Creio que muito boa gente ainda não se deu conta que a União Europeia morreu. Ora, a União Europeia não deve ser confundida com a Europa. Europas há muitas, como sempre houve, pelo que confundi-la com essa coisa regulamentadora, unidimensional, seca de cultura e sem história, desdenhosa das Europas de sempre, entregue a ficções autoritárias e a gente que nunca pôs os pés numa biblioteca ou num museu, que não sabe nem quer saber e que exprime o nadir do embotamento e da estupidificação é, para além de atrevimento, um grosseiro insulto às fontes e correntes profundas da nossa civilização. São cabeças de ontem, inamovíveis, incapazes de sair das falácias dos anos 60, do boom, do crescimento económico ascendente e contínuo, do mundo a três velocidades, das causas ditas justas defendidas a partir de uma rodoma de abastança. Isso tudo acabou. Com o afundamento da Islândia, da Grécia e dos estados bálticos, soou o alarme da última chamada para Portugal e para a Grã-Bretanha, nações euro-atlânticas que em nada comungam na ideia de nação-império que ainda entretém as patéticas guerrilhas nos corredores de Estrasburgo e Bruxelas. Só espero que a Europa atlântica saiba sacudir o jugo do centripetismo e da vassalidade e lançar-se de novo nas soluções do futuro. Quem melhor que o Infante luso-inglês para ilustrar essa outra Europa, a nossa Europa, que quase sucumbiu às mãos dos continentalistas já sem Napoleão, Metternich e Bismarck ?
4 comentários:
Principalmente, para nãos ermos lesados uma vez mais. Há que cumprir o nosso destino e suspeito que os ingleses se encontram na mesma posição. Tudo dependerá da forma que a actual "União" encontrará para salvar a sua moeda. É fácil atribuir a exclusividade das culpas para os nossos péssimos governos. Mas quem ganhou também com isso? Os grandes interesses da banca europeia (alemã, principalmente), a indústria de luxo que nos encheu as estradas de lixo caríssimo e as prateleiras dos nossos supermercados. Em detrimento daquilo que outrora produzíamos. Antes, era com desdém que se caracterizava Portugal como um "país rural". E hoje é o quê?
Os tories preparam-se para governar as ilhas. Vamos ver.
P.S.: Filipa era inglesa mas o Infante era português. Do Porto.
Os inimigos da cosidetta "união europeia"(4º Reich para os íntimos) possuem o estranho hábito de apanharem aviões que caem:
http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1563089&seccao=Europa
Parece que a matemática prova que ser contra a união é prejudicial à saúde. E depois reclamam que é o tabaco que mata...
... E sufoca-nos!
É tal a desorientação
na Europa esfrangalhada
sendo a plena constatação
da política tresmalhada.
Com tantos cabelos por puxar
em cabeças desabitadas,
tal tem sido esse desleixar
de medidas disparatadas.
Difícil mas inevitável
a UE está por consertar,
a loucura é lamentável
ceifando o nosso bem-estar.
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