17 maio 2010

A cultura resiste à barbárie


A atribuição dos galardões "Nataraja" a músicos e actores, o mais importante evento da cultura popular, não deixou de se realizar, num claro desafio da cultura e dos artista à guerra imposta ao país por uma minoria violenta. Ontem, ao terminar a sessão - que alguns consideram um dos símbolos da relação da monarquia com os criadores - o mais popular artista tailandês proferiu um belo discurso metafórico sobre a Casa do Pai (a Nação) que "alguns querem ver destruída".

Depois de agradecer ao júri e aos presentes pelo galardão deste ano, disse que o dedicava ao Pai (Rei), que estava em casa, na casa que é muito grande e bela (a Tailândia). O Pai, que por ele e por todos cuidou ao longo de muitos anos, parece já não ser amado por alguns dos seus filhos (líderes radicais vermelhos, que já não o ouvem, já não o respeitam e deitam por terra a sua obra.
Porém, ele e todos os que ali estavam continuam a amar o Pai como sempre o amaram no passado e estão dispostos a todos os sacrifícios pela terra que é de todos e do pai.
A resistência popular faz-se pelo civismo, pela não sujeição ao medo, às bombas e ao terrorismo. O terrorismo é, sobretudo, um estado psicológico, pelo que preservar tudo aquilo que o terror quis destruir é a tarefa que cabe aos cidadãos. As forças armadas que combatam o terror nas ruas; os cidadãos que mantenham a fortaleza e a esperança no retorno à normalidade.

1 comentário:

Leandro disse...

É a luta da luz contra as trevas. Eles não têm hipóteses, não tema.