13 maio 2010

Porta-aviões fora de combate

Parece ter começado, finalmente, a operação de restabelecimento da lei, da ordem e da paz em Banguecoque. Ao sair do supermercado por volta das sete da tarde, ouvi distintamente rebentamentos de granadas e rajadas de espingardas de repetição oriundos do acampamento vermelho, que dista 100 metros da minha casa. Pela televisão tomei conhecimento da causa dessas explosões: o comandante das milícias vermelhas, o major-general Khattiya Sawasdipol, líder da facção mais violenta do movimento vermelho, foi gravemente ferido e encontra-se em estado considerado crítico. Se a autoria for das forças armadas - poderá também ser consequência de luta interna entre vermelhos - pode-se dizer, em gíria militar, tratar-se de uma operação selectiva. A anulação do homem de acção assesta um golpe profundo nas veleidades vermelhas em oferecer luta. Foi um tiro certeiro no "porta-aviões" e evitará, esperemos, a morte de muitos civis.

1 comentário:

Nuno Castelo-Branco disse...

Fico admirado por não ter acontecido um "acidente" destes há mais tempo. Imagina se tal tivesse acontecido a Robespierre e outros figurões do mesmo estilo. A quantidade de apressados funerais que se tinha poupado!

Esperemos que sobreviva e que fique mais quietinho. Já tem idade para isso.