07 maio 2010

O garante do equilíbrio

O resultado inconclusivo das eleições britânicas endossa à rainha Isabel II a decisão final na escolha do líder que deverá iniciar contactos para a formação de um novo governo. Afinal, a monarquia é o eixo e o garante do normal funcionamento do Estado e da rotação, impugnando o errado argumento do carácter "simbólico" da instituição real. Os britânicos não mostraram preferência clara por nenhum dos partidos. Windsor decidirá em função do interesse colectivo, mas sem se imiscuir na intriga. Aqui está, sem tirar, a superioridade da monarquia: não fazer política partidária, não exibir favoritismo, interpretar e sugerir no superior interesse nacional.

1 comentário:

Daniel Azevedo disse...

"...não fazer política partidária, não exibir favoritismo, interpretar e sugerir no superior interesse nacional."

Com que ligitimidade? Foi eleita por alguém?
Não! Simplesmente é filha do que lá estava antes que também não foi eleito por ninguém.
Portanto tem tanto direito de decidir como qualquer outro cidadão.
Aliás, os cidadãos livremente escolheram um governo minoritário dos conservadores, o "superior interesse nacional" pode ir contra as escolhas dos cidadãos? É um contra-senso!

Para si a solução do mundo é colocar-lhe uma coroa em cima da cabeça.

Cumprimentos