03 maio 2010

Não falem no acaso

O Nepal está novamente a ferro e fogo, com os camisas vermelhas de lá reivindicando o "poder popular". Há dois anos, por acção conjugada das centrais da diplomacia de intoxicação e dos rebeldes maoístas, a "democracia" foi imposta com a condição do fim imediato da monarquia. O Rei saiu para evitar uma guerra civil e tudo parecia correr de acordo com o plano de reconciliação. Mas esta gente actua sem desfalecimentos. Pára, acumula forças e avança em novas exigências. Nada neste mundo é produto do acaso. A Tailândia foi o segundo alvo, mas resistiu. Estou certo que há uma relação directa entre os dois processos. Esperemos para ver.

3 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

Desde que começou o "caso tailandês", tenho colocado uns posts aventando essa séria possibilidade. Há muitas forças em jogo e os interesses geoestratégicos das grandes potências impelem a este tipo de jogos. A China transformará o Nepal numa nova Coreia do Norte. A menos que o hinduísmo ainda seja forte e reaja.
Percebe-se então a importância da preservação da monarquia tailandesa. É o verdadeiro alvo, o prémio final. Há que protegê-la, como se tratássemos da nossa própria casa.

Luís Gonçalves Rosa disse...

Estou em crer que o fim da Monarquia no Nepal foi um acontecimento óptimo para China. A posiçao geográfica nepalesa, entre o Tibete e a Índia, torna esta naçao um alvo fácil de cobiça e interesses geoestratégicos. Peço desculpa pelos erros mas o teclado nao ajuda.

Pedro Leite Ribeiro disse...

O nosso bem amado D. Manuel II também preferiu o exílio à resistência para evitar a guerra civil. Já estamos habituados e fartos de gente que se aproveita do amor dos soberanos pelos seus povos.