27 maio 2010

De um português em Jacarta

"Estou em Jacarta. Que diferença entre a nossa presença e a holandesa ! Tudo pode ser visto por comparação: museus e edifícios. Aqui foi uma razia completa. Tirando meia dúzia de casarões ligados ao poder-comércio, pouco deixaram. O museu do governador é de uma pobreza confrangedora. Espoliaram tudo antes da independência e não deve ter sido pouco !".

Pos, meu caro LM, eu ouvi dizer que os holandeses até as casas de banho, com torneiras e azulejos levaram. Chegaram sem nada e deixaram nada, nem uma palavra, nem a mais pequena migalha gastronómica. Nada. Enfim, sistemas de trocas.

2 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

O mais perigoso e traiçoeiro inimigo - uns dentuças que falam "achim" -com que já deparámos ao longo da história. Tão ou mais nefasto do que que o espanhol, porque para mais, é de um racismo vergonhoso. Ainda há meses, indignei-me quando soube que a Armada comprou duas fragatas a esses fulanos.A eles, nem socas de madeira!

Carlos disse...

Aliás, o termo inglês «havoc» (caos, destruição) terá derivado da sigla da Companhia Holandesa das Índias Orientais, na última versão apresentada na figura. Quando o holandês Guilherme de Orange foi coroado rei de Inglaterra, como Guilherme III, em 1689 e as coroas dos dois países ficaram unidas, a nefastíssima (H)AVOC integrou a companhia congénere inglesa, sendo o resultado dessa «fusão» muito bem retratado (embora com alguma fantasia necessária) nos filmes dos «Piratas das Caraíbas», especialmente no terceiro. Ou seja, a imagem de um estado dentro do Estado, sem honra ou qualquer réstia de ética ou de nobreza. Apenas a cupidez pura e simples, a fazer parecer os piratas - por comparação - gente honrada.

Foi esta (H)AVOC a grande inimiga das nossas possessões no Oriente e não só, com corsários a saquearem as nossas colónias e a abordarem os nossos navios.

Cumprimentos.

Carlos Portugal