30 maio 2010

Carroceiro básico português


A criança de colo na imagem acaba de chegar de Macau com os pais. Ali viveu ano e meio e frequeentou um infantário português. Ontem passei pelo restaurante gerido por esta simpática família que nutre por nós, portugueses, grande afecto. Disseram-me, ufanos, que o pimpolho fala umas coisas de português. Ora, ao perguntar-lhe como se chamava, não respondeu, ao que voltei a fazer-lhe a mesma pergunta. O miúdo, mimadíssimo, limitou-se a exprimir um portuguesíssimo "#£x, "£%&", que chato". Depois, foi um desfiar de obscenidades dignas do mais apurado vincentismo, do mais escorreito português bocageano ou do Palito Métrico. Fiquei siderado. O pai, inocente, comentou: "está a ver, aprendeu umas coisas". Sim, pensei, aprendeu apenas aquilo que não devia, mas para não desconsolar a família limitei-me a sugerir que se voltarem a Macau o coloquem noutra escola. Não sei se compreenderam. Coisas da escola portuguesa !

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