25 abril 2010

Quase a vencer

Uma batalha sem quartel contra forças poderosas que não olharam a meios, espezinharam todas as convenções e estavam apostadas em destruir por atacado a sociedade tailandesa. Está quase a vencer e revelou-se ao longo deste ano de governação um estadista na mais alta acepção do termo. O apoio popular que se espraia por todo o país, a intransigência em negociar com gente armada, a preocupação em mater todas as leis e princípios que salvaguardam o Estado de Direito e as liberdades de cidadania, eis os pilares indestrutíveis da governação de Abhisit. A Tailândia ficar-lhe-á reconhecida, a democracia triunfou, a monarquia mostrou-se mais forte do que nunca. Agora, é uma questão de dias. Cumpre-lhe, restaurada a paz, investir toda a energia do Estado na erradicação das bolsas de subdesenvolvimento rural e na promoção de políticas de integração que tornem impossível que pobres camponeses, a alma deste povo, voltem a ser usados e abusados pela plutocracia.

7 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

Esperemos que este quase se confirme. Tem muito trabalho pela frente e não vai ser fácil. Há que olhar para o nordeste, sem que isso queira dizer embarcar num populismo que apenas durará pouco tempo. A realidade económica tem que ser vista a longo prazo e há que proceder a reformas bem pensadas e sólidas. É esse o caminho, nunca descurando a frente externa. Os chineses agarraram todo o sudeste asiático pelo pescoço, através da questão da água. Salta à vista.

Rogério disse...

Bravo,
grande estadista que ao longo desta sublevação mostrou uma grande coragem e sentido de estado...a Tailândia, a democracia, a monarquia estão de parabéns! Um estadista a seguir a nível global...Parabéns Tailândia por esta enorme lição dada ao mundo!!!

José Domingos disse...

É com agrado, que leio os textos. Por cá, fala-se e escreve-se de outra maneira. Não se sabe, ou não se quer, ser imparcial.
O Povo, deve estar primeiro.
Parabéns.

Nuno Castelo-Branco disse...

A imprensa portuguesa tem sido nula. Limita-se a copiar e mal, aquilo que as agências transmitem. Não existe uma perspectiva portuguesa e para isso, é necessário vir a um blog português em Bangkok que já apresentou mais textos e fotografias, do que todos os jornais europeus juntos!

Pedro Leite Ribeiro disse...

E sem desnecessários derramamentos de sangue. Que lição da arte de bem governar! A calma e a ponderação com que o governo tailandês actuou é admirável. Creio que se o Povo não tivesse mostrado a sua vontade e o seu apego pela Liberdade, o governo talvez não tivesse agido da forma como o fez. Parabéns e que os países ocidentais extraiam as devidas lições!

NanBanJin disse...

Viva a Tailândia LIVRE!

Vamos, em todo o caso, aguardar com serenidade a hora da Vitória final, o triunfo do Bom-Senso e da Liberdade sobre o vandalismo vermelho.

Hoje 25 de Abril de 2010, teria sido, sem dúvida, um dia com um sabor especial para cantar a Vitória.
Para mim em especial: hoje, a mais Antiga Alma na minha família celebra 100 de vida — teria sido uma bonita sincronia de eventos.

Meu Sentido Abraço,
do Japão,

L.F. Afonso, NBJ

caramelo disse...

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