19 abril 2010

A hora do Exército proteger o povo, o Estado e a liberdade


Cresce a onda de apoio ao governo. A multidão monárquica não pára de crescer e pede-se resolução imediata da crise, haja ou não escudos humanos e potenciais vítimas colaterais cuja responsabilidade recairá inteiramente sobre a liderança vermelha. O círculo inexpugnável fechou-se: povo, governo, forças armadas, Conselho Privado e a Coroa estão unidos e vigilantes. Aos vermelhos só resta pedir negociações ou retirar do chapéu um qualquer plano de engodo visando abrir uma brecha no dispositivo que não conseguiu afectar.

A liderança thaksinista aposta na ruína económica e no crescer do descontentamento que obrigue o regime a baixar os braços. Por outro lado, espera-se uma progressiva participação popular em quotidianas manifestações em defesa da Lei, da Constituição e da Coroa, daí a pressa dos subversivos em jogar tudo por tudo nos próximos dias, ao mesmo tempo que orquestram manobras de diversão, como "apelos ao rei", "rendição", etc. Em qualquer país europeu, uma situação que tivesse atingido uma fracção daquilo a que temos assistido, já há muito teria sido tratada de forma lapidar, para nem sequer referirmos os "métodos dinâmicos" utilizados mais para o Leste, onde o regime do presidente Putin não hesita em utilizar toda a força do Estado para a manutenção da sua segurança interna. Isto, perante o generalizado alheamento ocidental, dada a importância da Rússia. Os negócios falam antes do sangue derramado.

3 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

Eles não vão desistir facilmente, porque tal como eu dizia num post há uns dias, o plano está perfeitamente estruturado - vem de fora e ainda ontem um amigo sino-português de Lisboa estava muito apreensivo com isso mesmo - e para mais, há dinheiro e vão tentar usar a sempre estúpida international press para chantagear a Lei e o governo. Simples e clássico. O que vão tentar fazer:

1. Uma manobra de diversão e apelar a Sua Majestade, com o fim último de dissolver o Parlamento, prometendo aquilo que não têm a mínima intenção de cumprir. É a táctica pequinesa do salame. Logo a seguir, vão querer:

a) Revisão constitucional

b) Um governo "até às eleições" do Pueh Thai - deles!- que prepare as ditas "eleições" - de preferência eliminando os concorrentes mais perigosos - e neste caso sabemos que serão ao estilo do Afonso Costa e com uma cacicagem imperante como esse país jamais viu! Nem sequer precisarão do regresso de Thaksin.

c) Na tal revisão constitucional a BREVE PRAZO - é disso que se trata! -, vão exigir a abolição do Conselho Privado (o nosso Conselho de Estado), com argumentos mais que velhos e conhecidos, como por exemplo, "aproximar o povo da Coroa, sem constrangimentos intermediários". Como aqui em Portugal se admitisse uma coisa destas!

O recurso à Coroa é mero artifício, porque eles contam simplesmente NÃO cumprir nenhum acordo.Pelo contrário, procurarão colocar o Palácio no outro lado, criando todo o tipo de artifícios "à chinesa" para o tornar culpado, não se sabe do quê.

Nuno Castelo-Branco disse...

3. Começa a vitimização.
Vão dizer que a tropa "está armada", como se isso fosse um facto anormal num caso de clara subversão da ordem! Mais, já estão no conhecidíssimo processo do "faz de conta", afiando bambús, como se não tivessem outros recursos. Isso serve apenas para atrair as atenções dos palermas da imprensa ocidental, na sempiterna luta dos "possidentes contra os famélicos sem armas".

Logo a seguir, vão tentar fazer crer aos imbecis euro-americanos, que os tais "homens de negro" são... amarelos/do governo ou "facas de mato" pagas por mais alto ainda. O alvo final é este, não tenham qualquer ilusão! Eles pensam que não se conhecem métodos velhíssimos de 90 anos? ! Parvos.

Tudo isto é requentado maoísmo puro e duro.

De uma coisa poderão estar todos certos. Eles querem a todo o custo a guerra na rua - lá virão os idiotas da CNN e afins -, querem a violência expostas na TV para a prossecução do plano externo com os cúmplices internos. Há muito dinheiro a distribuir a rodos e a tal potência não hesita quando se trata do seu caminhar em direcção ao Mar de Andamão. Nós fizemos exactamente o mesmo no século XVI (Malaca). Quem controla a passagem do Índico-Pacífico, tem o domínio geoestratégico de toda a área entre o Mar da China e Cape Town/Lourenço Marques. Com o que eles estão a fazer em toda a África Uaustral, é fácil entender o plano...

4. Fazer crer tratar-se de um "movimento de massas".

Quais massas? Quais? 20.000? 50.000? Mesmo que fosse 1 milhão, isso seria uma ridícula minoria. A população de BKK não se dá conta da fraude, da escabrosa chantagem moral? Com ou sem velhotas e bebés, é disto que se trata. Chantagem.

Nem eles ousam dizer, dado o número irrisório, embora ruidoso. Contam sobretudo com a usual passividade da população urbana, tal e qual como aconteceu na Lisboa de 3-5 de Outubro. Pior, vão insistir e amplificar a lenda dos "pobres contra os ricos", escondendo habilmente os verdadeiros dirigentes - os tais que dormem em hotéis próximos do acampamento -, sabendo que o que verdadeiramente interessa, é habituar a imprensa ocidental a uma luta "pela justiça", quando o que na realidade se trata, não passa de um conflito pela hegemonia e pior ainda, pela instauração de um regime que definitivamente engrossará a fileira dos párias dessa área.

5. Aggiornamento.
Liquidadas instituições que garantem a sobrevivência do modelo constitucional, terão uma "Monarquia à romena", parecida com aquela que Gheorgiu- Dej e Estaline instalaram em torno do Rei Miguel I (1944 até 1947). Contemporizarão durante algum tempo até desferirem o golpe final, aguardando por eventos de ordem natural que poderão ocorrer, como prevêem e desejam.

Os métodos dessa gente obedecem a um modelo que roça a superstição e que julgam infalível e não se cansam de o aplicar. Tem dado resultado, dada a espantosa contemporização das suas vítimas.

Nuno Castelo-Branco disse...

Dizia, África Austral