15 março 2010

O DN e as salmonelas plutocráticas


Li a notícia e fiquei perplexo com o refinamento a que pode chegar a vontade de fazer informação ferida de parcialidade. A agência que forneceu ao crédulo DN a notícia conseguiu a proeza de transformar uma derrota num triunfo, de fazer dos vermelhos - leia-se, do movimento pró-plutocracia - a vanguarda da classe operária e dos amanhãs que cantam. Posso agora, com toda a segurança, intuir o que debitarão os jornais sobre a restante actualidade internacional e lançar esse jornalismo de encomenda para o cesto dos papéis.

Ao desejo de ver os sonhos tornados realidade e ao empolamento de pequenas coisas sem expressão, transformando-as em acontecimentos capitais, recobrem os psicólogos com a expressão genérica de delírios. No caso vertente, um delírio com infiltrações pavlovianos de vermelhismo, esse tique romântico dos nostálgicos dos maios de 68 que teima em obnubilar a razão e tomar a núvem por Juno.

1 comentário:

Nuno Castelo-Branco disse...

É fácil tecer loas "ao povo", quando se tem um flute de Moet et Chandon nas unhacas. Sempre os mesmos pançudos...