28 março 2010

Bombas e mais bombas vermelhas


Não obstante a boa vontade exibida hoje pelo primeiro-ministro, convidando os líderes vermelhos para uma serena e amigável discussão em frente das câmaras, Banguecoque tem sido sacudida por repetidos atentados bombistas. Os últimos ataques foram perpetrados contra o 11º Regimento de Infantaria, onde Abhisit se encontra desde o início dos tumultos vermelhos, saldando-se pelo ferimento de quatro soldados. Esta noite, a residência particular de um líder da coligação governamental foi atacada à granada, resultado na hospitalização de uma pessoa que circulava no passeio em frente da casa. Fala-se em divergências entre a linha dura vermelha e a facção moderada que acorreu hoje ao convite de Abhisit. Há, decerto, forças extremistas vermelhas interessadas em desarticular o gesto do chefe do governo e, talvez, precipitar uma intervenção militar.

Ao longo do debate foi clara a ascendência intelectual e moral de Abhisit, que se mostra afável mas firme na defesa da legitimidade constitucional que o assiste e na preservação da ordem. Fiquei com a clara impressão que Vira Musikapong, o líder vermelho ao centro na imagem, conhecido pela extrema volubilidade e oportunismo, se estará a preparar para saltar para o outro lado da barricada. Há quem diga que é um proteu e que se vende com facilidade.

1 comentário:

Nuno Castelo-Branco disse...

Óptimo. Que salte já!
O importante é Abhisit não ceder no essencial.