02 fevereiro 2010

A não faltar: Joaquim Magalhães de Castro


Quando há anos abri por acaso, no meu gabinete da Biblioteca Nacional, o Bayingyis do Vale do Mu, admirável obra de Joaquim Magalhães de Castro sobre a comunidade luso-birmanesa ainda existente na Birmânia, fiquei deslumbrado. Nessa altura, por alturas do Natal, tinha programada uma visita a França, pelo que resolvi oferecer um exemplar a um amigo parisiense, antropólogo muito afeiçoado aos temas do Sudeste-Asiático. Ao abrir a prenda, o Henri parou, folheou demoradamente o livro, sentou-se e pausadamente disse: "não há máquina fotográfica alguma que consiga captar o que este homem conseguiu fazer".

Pois, Magalhães e Castro apresentará ao longo das próximas semanas o seu Mar das Especiarias, que pressinto ser outra obra-prima vibrante desse portuguesismo sem nostalgia imperial que tanto me sensibilizou. Que os meus amigos e leitores não deixem de comparecer, depois de amanhã, à apresentação que terá lugar no Palácio da Independência.

Sessões de apresentação do livro «Mar das Especiarias» em Portugal, no mês de Fevereiro:

- Dia 4 de Fevereiro, Palácio da Independência, Lisboa, pelas 18:30.Com apresentação do historiador Jorge dos Santos Alves, Universidade Católica.
- Dia 6 de Fevereiro, Salão das Termas, Caldas de São Jorge, pelas 20:00.Com apresentação do médico e escritor Miguel Miranda.
- Dia 7 de Fevereiro, FNAC do Norte Shopping, Porto, pelas 17:00.Com apresentação do historiador Jorge Fernandes Alves.
- Dia 13 de Fevereiro, Biblioteca Municipal, Santa Maria da Feira, pelas 18:30.
- Dia 19 de Fevereiro – Convento Corpus Christi, Gaia, pelas 18:30. Com apresentação do historiador Vítor Teixeira, da Universidade Católica do Porto.

1 comentário:

adsensum disse...

Miguel, na sequência da sugestão que aqui deixou, aproveitei o ensejo para conhecer o Mar das Especiarias.
http://adsensum.blogspot.com/2010/02/o-mar-das-especiarias-no-palacio-da.html