15 janeiro 2010

Tal como a Guiné dita Bissau

Um sismo de grau 7 tudo desfez, esmagando no pó ou na lama, as periclitantes construções onde o cimento apenas servia de junta à muita areia que fazia a vez do betão. Montões de corpos inchados pela decomposição, correrias sem rumo carregando preciosos nadas, a falta absoluta da água potável num país de grandes chuvadas. O Haiti deixou de existir e a comunidade internacional não pode simplesmente reconhecer esta clara evidência, sob pena de quebrar um dos misericordiosos tabus que regem as relações internacionais estabelecidas pela Carta da ONU. Conhecem-se muitos outros casas semelhantes, apetitosos engodos de intervenção para centos de ONG's, umas mais sérias que outras e que justificam plenamente a correcção política a que o mundo se habituou.


Mude-se o Papa Doc para Bernardo Vieira ou Kumba Yalá e o Haiti vira Guiné-Bissau, a tal república cuja independência foi saudada pelas suécias como vanguarda da "Nova África" e é hoje uma espécie de Tortuga para todos os piratas do narcotráfico.

2 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

mas isso coloca em causa uma história já velhota de uns sessenta anos. Não convém.

NanBanJin disse...

"Economias falhadas", "estados falhados", termos tão em voga...