14 janeiro 2010

Quando o Rei aparece sem avisar



O Rei do Camboja está a contornar a muralha cerimonial que o regime pós-comunista de Hun Sen - antigo Khmér Vermelho - quis construir em torno da monarquia. O Rei aparece sem avisar, convive com os camponeses, visita escolas, hospitais, deixa pequenas ofertas, recebe queixas e petições; em suma, restabelece a relação patriarcal que foi, durante séculos, a força da aliança com o povo chão. O governo está apreensivo. Esperava-se um monarca dócil, reservado e inacessível, emparedado no seu palácio. Shiamoni revelou-se um homem dinâmico, interventor e com uma palavra a dizer sobre os problemas do seu país e do seu povo. Não são necessárias "presidências abertas": o Rei corre a geografia do Camboja de lés a lés e vai, lentamente, impondo-se como a figura mais amada do Estado. Enfim, coisas de somenos das monarquias !

2 comentários:

Paulo Selão disse...

Hummm será que Pol Pot também tinha este magnetismo e atraía assim o povo chão? Acho que não. Fugiam era dele a 7 pés. E ele certamente nem se aventurava a tal não fosse algum camarada...

Nuno Caldeira da Silva disse...

O que é pós-comunista do ponto de vista de ciência política. Nunca tinha visto tal definição