23 dezembro 2009

Ten'O, BANZAI !


Com vénia à lembrança que um português no Japão depositou na caixa de mensagens, no 77º aniversário do Imperador do Japão. A segunda economia mundial, o país cujo nome se confunde com 0,08% de iletrados, a maior percentagem mundial de licenciados, mestres e doutores, a maior esperança de vida do planeta, o primeiro no registo de patentes científicas, o terceiro em inovação, o terceiro maior dador internacional, o último em mortes violentas. Em 1945, era um quase certo candidato ao comunismo. Depois, foi o milagre. É uma monarquia, pois claro.


Kimigayo

2 comentários:

NanBanJin disse...

Muito obrigado pela referência, Miguel - não ao meu modesto sai-quando-sai, mas à Soberana Pessoa do Ten'O Akihito, que merece, sem dúvida, a mais reverencial vénia e estima de todos nós.

Já agora uma palavra de apreço - que não é demais tomando as suas palavras de ensejo - à sempre e mui republicana América, cuja líderança de então, em devido tempo, teve a clareza de espírito, o bom senso, para interpretar correctamente os sentimentos profundos da Nação Nipónica, salvaguardando e preservando a Casa Imperial enquanto Símbolo Maior da Nação de Yamato.
Nunca é demais lembrar.

Permita-me só uma pequena correcção ao título do artigo: a latinização da designação formal "Ten O", deverá, por aproximação, fazer-se pela aposição de apóstrofo entre o termo "Ten" - cujo 'Kanji' em Japonês significa "Céu" ou "Celeste" ou "Celestial" - e o "O(u)" - cujo Kanji significa "Soberano" - podendo, assim, interpretar-se a palavra Ten'O por "Soberano Celestial" (ou "Heavenly King" como alguns especialistas anglófonos fazem).
O ano de nascimento de Sua Majestade, tanto quanto sei, consta ser o de 1933, pelo que creio ser este o seu 76º aniversário e não o 77º como o Miguel refere, mas não estou 100% seguro a este respeito.

Um caloroso abraço do Japão,
NBJ

Nuno Castelo-Branco disse...

Estranho...
Sempre que deparamos com um país modelo, lá vem a "coincidência" de ser uma monarquia. Gostava que os republicanos de serviço apresentassem uma explicação plausível e não o eterno argumento do "por acaso", sempre tão conveniente.