13 novembro 2009

Fervente patriotismo: grandes comícios monárquicos. Dedicado a todos os cépticos da fórmula monárquica.


"Wella sip pét narikáa" (quando tocam as seis da tarde) a Tailândia pára durante três minutos. De norte a sul, multidões a perder de vista, empunhando bandeirinhas de papel, reunem-se na praça principal de cada capital de província para cantarem o hino nacional, precedido por uma velha marcha patriótica dos anos 40. É gente de todas as condições e etnias unidas em torno do Rei. O governador de cada província, secundado pelas chefias militares e policiais, pelas organizações profissionais, estudantes, funcionários públicos, dignitários religiosos, camponeses, operários, escuteiros e ONG's suspendem por minutos as suas actividades e dedicam o momento em que o sol se põe ao homem que na paz e na guerra, desde 1946, é o mais acabado exemplo do serviço à nação. É impressionante, mas é verdade. As províncias disputam o prémio do maior comício patriótico. Apenas são proibidos símbolos partidários, pois a nação ultrapassa todas essas ninharias. Nada do que vêem é postiço, arregimentado, obrigado. Aqui não houve comunismo nem haverá plutocracia. Convido os meus leitores a percorrerem a dezena de vídeos que ofereço à V. consideração para que avaliem da fibra desta gente. Um bom exemplo. Tivessemos gente assim e Portugal seria outro.


Payaw, do Laos tailandês ou antigo Reino de Lanna.


Pangnha, no Mar de Andaman, província com forte presença muçulmana.


Pré, no extremo-norte, maioritariamente habitado por "Povos da Montanha".


Yalá, província muçulmana. Comício ameaçado com atentado bombista pelos terroristas islamitas.Ninguém faltou à chamada. De notar, entre a assistência, a presença de elementos "negritos" pertencentes à minoria australóide Sakhay, população primitiva da região.


Róy Ét, que foi nos anos 60 um dos santuários do comunismo. Aqui foram travados os grandes combates entre as milícias reais e os guerrilheiros vindos do Camboja e Vietname.


Ratchaburi ("Cidade do Rei"), no extremo-norte da península malaia, com forte minoria muçulmana.


Nakhon Sawan, província do oeste.


Nakhon Pathom, uma das mais ricas províncias do país, uma província bem "amarela".


Buriram, província da Tailândia profunda e rural, perto do Camboja. Sem dúvida, uma das mais belas regiões do velho Sião.


Phuket, a velha Janselão, com o maior índice de desenvolvimento humano da Tailândia.


Rayong, no Golfo do Sião, um dos bastiões da Igreja Católica na Tailândia.

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