17 novembro 2009

Revolução de Veludo, revolução europeia

O colapso do comunismo na Europa foi mais relevante que a Revolução de Outubro. Foi-o, porque partiu da imensa maioria do povo e não de uma minoria armada. Foi-o, porque desenvolveu-se num momento em que alguns ingénuos, ainda presos do fascínio e intocabilidade do comunismo - o grande mito, a grande mentira - pensavam ser possível uma via "socialista para a democracia", "um comunismo de rosto humano " e um "regime socialista de mercado", os mesmos que advogavam o direito da RDA a Estado diferenciado da RFA, que consideravam sacrilégio chamar S. Petersburgo a Leninegrado, que persistiam em dourar Estaline e negar a evidência da absoluta coincidência entre a natureza da distopia comunista e do nacional-socialismo, argutamente explanado por Alain de Benoist em Comunismo e Nazismo.

A revolução europeia de 1989, que muitos ainda negam como facto histórico da maior relevância, quiçá dos mais importantes da história, não atingiu plenamente os seus objectivos - o julgamento do comunismo como doutrina iníqua, o julgamento dos responsáveis pela morte metódica e industrial de mais de 3o milhões de pessoas na Europa - nem reconheceu o seu maior artífice, o Papa João Paulo II, sem o qual nada teria acontecido.


Em Frente para Encontrar o Sol

5 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

Bem podes esperar sentado. Enquanto a Segunda Geração de Setenta mandar por cá, nada há a fazer.

Rogério "Loreira" disse...

Bem haja a Sua Santidade o Papa João Paulo II...Uma voz contra o regime opressivo do Comunismo

João Pedro disse...

O Papa foi um dos artífices da queda do comunismo, mas não o único. Inspirou o Solidanorsc e o seu líder, Lech Walesa, a abrirem grandes brechas no sistema e na Polónia comunista, onde se começou a ver o branco por trás do vermelho. Mas não esquecer que alguns daqueles a que o Miguel se refere muito contribuíram para isso, como Dubcek, Nagy (que pagou com a vida), Havel, e tantos e tantos dissidentes. E relembrar também Gorbatchov, hoje tão alienado, que com o degelo e o fim da ameaça das intervenções dos tanques soviéticos pemitiu directamente a libertação destes países enclausurados no Pacto de Varsóvia. Não era à toa que as multidões, da RDA à Roménia, o aclamavam.

cristina ribeiro disse...

Os Homens certos no momento certo...

Xico disse...

O Papa e a Igreja foram reconhecidos, sim senhor. Basta ver o ódio e a violência com que se atiram a ela Saramagos e quejandos, não lhes perdoando o facto de terem sido obrigados a tirar a máscara!